Diego Souza se diz preparado para clima hostil na Arena

A polêmica de cunho racista envolvendo o palmeirense Danilo e o atleticano Manoel tem tudo para influir diretamente no jogo desta quarta-feira, quando o Palmeiras vai à Arena da Baixada enfrentar o Atlético-PR, pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. E Diego Souza sabe disso. Segundo o meia, o time está preparado para o clima hostil que encontrará em Curitiba.

AE, Agência Estado

19 de abril de 2010 | 19h31

"Por mais que os torcedores façam pressão e façam protestos, isso não muda nada. A torcida não entra em campo, e nós estamos preparados para enfrentar qualquer adversidade", garantiu Diego nesta segunda-feira, quando o Palmeiras fez o último treino antes da viagem à capital paranaense. "Claro que a torcida vai pegar no pé dele (Danilo), mas ele tem maturidade e está preparado para aguentar a pressão."

O meia também espera dificuldades dentro de campo. "Será um jogo difícil, decisivo. Desvalorizaram demais a nossa vitória (por 1 a 0, no Palestra Itália), mudaram o foco, mas a nossa cabeça está só na partida", afirmou Diego, para quem "o Atlético tem um time muito bom" e o Palmeiras deve aproveitar para "se beneficiar dos contragolpes".

Depois de treinar sem a presença da imprensa nesta segunda, o técnico Antônio Carlos comandará outra atividade com portões fechados antes do jogo decisivo. Nesta terça, o time palmeirense treina pela tarde no Estádio Couto Pereira.

OPINIÃO - Aproveitando para opinar sobre a polêmica, Diego Souza disse que considera normal as brincadeiras racistas entre amigos. "Aqui no Palmeiras tem muito jogador negro, e a gente brinca com eles da mesma forma com a qual eles brincam com a gente. No vestiário, no campo, todo mundo brinca um com o outro, se xinga, como acontece em qualquer turma de amigos", disse.

Para o meia, o fato de Danilo ter xingado Manoel de "macaco" não significa que o zagueiro seja racista. "O Danilo é querido por todos e está longe de ser racista. Racismo é proibir alguém de fazer algo por ser negro. É diferente do que acontece em uma discussão de jogo", opinou Diego.

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