Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Diego volta a ter um dia tranqüilo

A proposta do Tottenham, da Inglaterra, de US$ 8 milhões por cinco anos, além dos US$ 4,8 milhões que receberia na transação por conta de sua parcela de 40% nos direitos federativos coloca o meia Diego, do Santos, como o jogador mais valorizado entre os que atuam no futebol brasileiro. Mas isto não tira a tranqüilidade do atleta, que participou nesta quarta-feira do treino da equipe campeã brasileira. ?Tomei um tostão no coletivo e doeu muito na hora, fiz massagem e a dor é suportável, sem maiores problemas." Mesmo procurando não se envolver nas negociações que se arrastaram durante dez dias e sem conter a felicidade pela convocação pela seleção de Parreira, Diego teve finalmente uma noite de sono tranqüilo. Nesta quarta, ele já havia pensado em tudo o que aconteceu em seus últimos dias e tinha opinião bem formada sobre tudo. Sobre a convocação, disse que procura encará-la com a maior naturalidade possível. ?Sei que o futebol é muito traiçoeiro, se você deixar e, por isso, procuro manter a humildade e aproveitar os bons momentos que uma convocação ou um título proporciona." Diego sabe também que sua responsabilidade vai aumentando. ?Procuro trabalhar porque a cada degrau que você sobe, aumenta a responsabilidade e a cobrança; sabendo disso, não há motivo para acomodar e sim para crescer e subir cada vez mais." Diego encara a nova convocação como um desafio maior do que a primeira, para o amistoso contra o México. ?A responsabilidade agora é bem maior, por se tratar de uma eliminatória para a Copa do Mundo." O meia santista revelou também que a chamada de Parreira irá colocá-lo no mesmo time que seus ídolos da infância. ?Estar entre eles é um prazer, um orgulho e um sonho enormes.? Com 18 anos, não está longe o tempo em que Diego colecionava as figurinhas de seus atuais companheiros na seleção, como Ronaldo, Roberto Carlos, Rivaldo, Cafu e outros. ?São jogadores que admirei e admiro, que estavam nos álbuns de figurinhas, e agora jogar ao lado deles é um orgulho muito grande e vou procurar fazer de tudo para seguir o caminho que eles seguiram." Diego revelou que ficou satisfeito com o fim das negociações com o Tottenham, em que ele aceitou prorrogar seu contrato por mais seis meses e conseguir mais 10% em sua participação nos direitos federativos, que agora são divididos meio a meio entre ele e o clube. Numa proposta como a do time inglês, esses 10% representariam US$ 1,2 milhão. ?Fiquei muito satisfeito com a decisão, pois era o que eu queria e foi o melhor no momento", comentou Diego. Ele confessou que não se sentia preparado psicologicamente para a saída. ?Agora, é continuar trabalhando da mesma forma e, se mais para a frente aparecer uma proposta que o Santos ache boa, ela será negociada da melhor forma." Mas Diego não fecha as portas para atuar no futebol europeu. ?É o sonho de todo jogador, mas prefiro me firmar profissionalmente, porque sei que, me firmando e estando bem, com certeza vou ganhar muito dinheiro", concluiu Diego. O técnico Emerson Leão achou positiva a postura do presidente Marcelo Teixeira de não liberar o jogador. ?Nosso presidente procurou fazer uma política de recuperação financeira há dois anos para não precisar do imediatismo da venda; ele fez uma administração tranqüila e até um empréstimo pessoal ao clube." E perguntou. ?Quantos presidentes como esse tem?" Ele mesmo respondeu. ?Acho que só um, o Marcelo mesmo." O treinador deu outro motivo para a não ida de Diego para o futebol europeu. ?Ele acha que o atleta vale é muito mais do que foi oferecido, portanto, jamais poderia pensar em venda imediata."

Agencia Estado,

27 de agosto de 2003 | 18h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.