Diferença de 17 votos mostra novo cenário político corintiano

Vitória apertada de Sanchez torna claro os novos grupos políticos após uma década de pouca discordância

Milton Pazzi Jr, estadao.com.br

10 de outubro de 2007 | 01h02

Com a eleição de Andrés Sanchez para a presidência do Corinthians, o cenário político do clube muda. Se com Alberto Dualib o conselho era praticamente unânime e pouco discordava das suas atitudes, a situação muda a partir de agora. A vitória apertada por apenas 17 votos sobre Paulo Garcia (175 a 158) deixa claro que o Conselho Deliberativo está novamente dividido.  Veja também:  Andrés Sanchez é o novo presidente do Corinthians  Você aprova a eleição de Andrés Sanchez como o novo presidente do Corinthians? A principal medida no trabalho de Sanchez neste pouco mais de um ano que terá no comando do clube onde esta divisão política pode influenciar é no destino do dinheiro e numa possível reeleição ao final do período, já que ambos dependem de aprovação em assembléia. Historicamente, para conseguir o resultado que deseja - a aprovação de medidas a favor de sua administração - tudo dependerá do resultado do time de futebol em campo.  Ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o novo presidente não terá vida fácil. O grupo de Paulo Garcia já deixou claro que vai fiscalizar e cobrar rapidamente as promessas das eleições (vide as declarações de Antônio Roque Citadini: "Vai ter de implementar os planos que tem e se for bom vai conseguir. Eu espero que sejam boas as idéias."). Mas ainda não é possível chamá-los de oposição, já que discursam em prol da união pelo Corinthians e estão abalados pela derrota nas urnas. Por outro lado, os 14 votos conseguidos por Osmar Stábile podem servir como peso na balança nessa disputa. A nomeação de cargos que Sanchez fará nesta quarta-feira podem refletir no lado em que o grupo atuará. Muitos dos que votariam em Stábile já votaram ou em Garcia ou em Sanchez. O difícil é enxergar qual será o lado definitivo deles, já que há 14 anos o clube não tinha essa disparidade.

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