Diferença de valores faz acordo com Ronaldinho emperrar no Palmeiras

Após clube e jogador acertarem verbalmente todos os detalhes financeiros da negociação, agente do atacante desiste do negócio

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2014 | 20h00

Uma falha de comunicação ou "esperteza" de um dos lados impediu o acerto de Ronaldinho com o Palmeiras. Na terça-feira o acordo chegou a ser selado, mas tudo mudou na hora de assinar o contrato por uma divergência em relação à premiação.

Ronaldinho iria receber R$ 300 mil mensais, mais bônus de produtividade e porcentagem em patrocínios, o que poderia totalizar R$ 600 mil. E ainda ficaria com parte da renda de seu primeiro jogo. O contrato seria até dezembro, já que em janeiro ele deve ir para os EUA.

Com o acordo definido, Ronaldinho já se preparava para viajar do Rio de Janeiro até São Paulo e a ideia do presidente Paulo Nobre era anunciar a contratação na festa do centenário, realizada na terça-feira – ontem ele seria apresentado no estádio do Pacaembu, antes da partida contra o Atlético-MG. O alviverde já havia pago R$ 600 para a Federação Mineira para desvinculá-lo da entidade e transferi-lo à Federação Paulista, com o intuito de inscrevê-lo para disputar a Copa do Brasil.

Tudo caminhava para um acordo quando o empresário e irmão do jogador, Assis, ligou para o Palmeiras e avisou que tinha desistido do negócio, porque os valores de algumas premiações que estavam no contrato eram diferentes daquilo que ele havia acertado com Nobre. Por outro lado, o clube assegura que tudo que foi conversado estava no papel.

Essa foi a terceira vez que o Palmeiras tentou contratar o jogador, acertou, mas não levou. Em 2011, ele deixou tudo encaminhado com Luiz Gonzaga Belluzzo, mas foi para o Flamengo. No fim do ano passado, também acertou salários com o Alviverde e acabou renovando vínculo com o Atlético-MG.

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