Dificuldades não intimidam Cafu

No auge de sua experiencia de ter participado de três finais de Copas de Mundo consecutivas, o capitão da seleção brasileiraCafu não considera a classificação atual do Brasil nas eliminatóriasuma ameaça - equipe está em terceiro lugar, atrás de Paraguai eArgentina. Ele garante a participação do Brasil no próximo Mundial etambém minimiza o enfoque da imprensa paraguaia ao jogo de quarta-feira,retratado por ela como de risco para a posição do Brasil na competição. ?Pouco importa se estamos em terceiro, se vamos ficar em quarto ouquinto. Nas últimas eliminatórias foi assim e ganhamos o Mundial. Nãovejo importância nisso?, disse o lateral. Ele não acredita em duelo pela liderança do torneio e defende que o time dirigido por Carlos Alberto Parreira atue sem preocupação com o clima de rivalidade criado pelos paraguaios. Cafu reagiu com ironia ao ser perguntado sobre os problemas apontados pela comissão técnica da seleção para o jogo. ?Fuso horário, falta de treino, calor, cansaço; ouço falar disse há 14 anos, que é o meu tempo de seleção?, disse. O primeiro item citado pelo lateral refere-se a maior parte do grupo convocado, que joga na Europa. Quanto a temperatura, apesar de sua ressalva, ela pode ter influência no desempenho dos atletas. Na hora do almoço, nesta segunda-feira, os termômetros chegaram a registrar 42 graus em Assunção. ?Estamos em final de temporada na Europa, tem um peso sim. Mas e chegar em campo e jogar para vencer, temos todas as condicoes para isso.? Alguns atletas sentiram bastante a diferenca de temperatura. Quemveio da Inglaterra, como Gilberto Silva, lembrou que nevou no país nofim de semana. ?Vamos superar os problemas e ponto final?, continuouCafu, em clara demonstração de otimismo. Ele ressaltou a qualidade dotime do Paraguai, destacando Cardoso e Roque Santa Cruz. Fez tambémmenção a Arce e as cobrancas de falta do ex-lateral do Palmeiras. ?Setenta por cento dos gols do Paraguai surgem de bolas paradas.? Cafu voltou a falar do ímpeto de qualquer adversário quando enfrentao Brasil. E deu um exemplo comparativo. ?Uma vitória contra o Brasilvale por dez vitorias sobre outras equipes?. O lateral brincou aomencionar o jovem reserva Maicon, do Cruzeiro, convocado emsubstituição a Belletti, contundido. Cafu, de 33 anos, e Maicon, de 22 anos, mantiveram o primeiro encontro nesta segunda-feira, tudo num ambiente de cordialidade. ?Tenho quase idade para ser o pai dele. É engraçado. Estou ficando mais velho e não perdi a motivação de jogar pela seleção. Ao contrário, me sinto melhor e com mais vigor a cada dia.?

Agencia Estado,

30 de março de 2004 | 09h40

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