Dill, o "renegado", agora é salvação

Quando era oposição, a atual diretoria do São Paulo criticou muito a contratação de Dill. Os aliados do presidente Marcelo Portugal Gouvêa - inclusive Carlos Augusto de Barros e Silva, atual diretor de futebol - não gostaram da contratação do jogador, que veio do Servette, da Suíça, numa negociação que envolveu o Canal Plus, da França. Como Kaká está machucado, o ?renegado? Dill pode surgir domingo como a esperança são-paulina. Há seis meses no São Paulo, Dill ainda não marcou um único gol com a sua nova camisa. Atuou em 12 partidas, seis como titular. A chance de jogar veio em boa hora para o atacante. Ele já não encontrava argumentos para tentar justificar o jejum de gols. Até hoje, quando deu várias entrevistas, o jogador procurava evitar os jornalistas. Saía do gramado de cabeça baixa. O técnico Nelsinho Baptista não o colocava mais nem no banco de reservas. Isso o chateava muito. Hoje, parecia revigorado. "Torço para que o Kaká possa jogar. Se ele for vetado, vou tentar agarrar essa chance", avisa. Dill afirma que, quando foi contratado pelo São Paulo, estava em péssimas condições físicas. "Cheguei mal, porque não tinha feito a pré-temporada. Fiquei defasado, não conseguia acompanhar o ritmo dos demais jogadores. Agora, tudo mudou. Estou bem e posso mostrar o meu verdadeiro futebol", afirma ele. O diretor de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva garante que o clube ainda não iniciou as negociações para a contratação do substituto do demissionário Nelsinho Baptista. O maior problema do presidente Marcelo Portugal Gouvêa é contentar as inúmeras facções que existem no clube. Alguns grupos são favoráveis à contratação de um treinador estrangeiro. Outros grupos querem um técnico brasileiro.

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