Ueslei Marcelino/Reuters - 26/7/2011
Ueslei Marcelino/Reuters - 26/7/2011

Dilma diz que pode reduzir cidades-sedes do Mundial

Em entrevista à Carta Capital, presidente mostra-se otimista com as obras das cidades e estádios do País

estadão.com.br,

15 de agosto de 2011 | 17h54

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff voltou a alfinetar o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira. Em entrevista à revista Carta Capital, Dilma disse que as relações que tem com o todo-poderoso do futebol nacional são apenas institucionais.

“Quem é o nosso chefe? Do governo ele (Teixeira) não é”, disparou a presidente em relação a Ricardo Teixeira.

Sobre a construção dos estádios para o Mundial do Brasil, Dilma reafirmou que o governo federal fez pressão para que os impasses sobre o Itaquerão (do Corinthians, em São Paulo) fossem resolvidos o mais rápido possível, envolvendo o governo estadual e a prefeitura da cidade. “Acreditamos que o estádio da cidade de São Paulo será o que ficará pronto mais em cima da hora.” Mesmo assim, a presidente garantiu a conclusão do Itaquerão a tempo da competição.

Dilma também deu mostras de que não está preocupada em afinar seu discurso com o de Ricardo Teixeira nem com o da Fifa, de Joseph Blatter. Ela afirmou que se houver qualquer problema de atraso com um dos estádios, o Brasil tem todas as condições de receber o Mundial com menos sedes (uma possibilidade que tanto o Comitê Organizador quanto a Fifa dizem não existir).  “Temos 12 sedes e, em qualquer hipótese, seria possível realizar a Copa com bem menos que isso. Não vejo risco nesse sentido.”

A presidente anunciou que pretende fazer com os brasileiros acompanhem os jogos da seleção. "Nos dias dos jogos vai ter feriado e não haverá concorrência com a estrututura logística." Sobre os aeroportos, Dilma disse que não haverá “puxadinhos” nas instalações, e que eles estarão prontos para a Copa. Ela vê mais problemas com os aeroportos de São Paulo e Brasília, mas mostra-se otimista, principalmente após decidir pelas concessões privadas. O edital do leilão desses dois aeroportos sai em dezembro.

Em São Paulo, ela diz, o aeroporto de Guarulhos será reforçado, mas o "futuro está em Viracopos, em Campinas." Nesta lista, Dilma garante que a Copa tratá 50 obras de legado para o País.

Sobre o legado que a Copa deixará para o Brasil, Dilma afirmou haver “50 obras” que ficarão como legado, mas nem todas elas estarão prontas para o Mundial, pois o torneio não depende delas para ser realizado.

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