Dilma e Blatter não farão discursos na cerimônia de abertura da Copa

Medida soa como precaução por causa das ameaças de protestos no Brasil durante o Mundial

O Estado de S. Paulo

11 de março de 2014 | 15h16

SÃO PAULO - As ameaças de protestos na Copa do Mundo já causam mudanças no planejamento inicial do evento, marcado para o dia 12 de junho, no Estádio do Corinthians, em São Paulo. Nesta terça-feira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que ele e a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não farão discursos na cerimônia de abertura do Mundial, quando a seleção brasileira enfrenta a Croácia, na Arena Corinthians.

A confirmação foi feita pelo mandatário da Fifa em entrevista à agência alemã DPA. "Vamos fazer a cerimônia inaugural de maneira que não façamos discursos", disse Blatter. A medida soa como uma precaução, já que em Brasília, na cerimônia de abertura da Copa das Confederações de 2013, Dilma e Blatter foram vaiados pelos torcedores no Estádio Mané Garrincha. A presidente foi até mais vaiada que o próprio Blatter.

A competição coincidiu com uma onda de manifestações em todo o País durante o mês de junho. Em praticamente todos os 16 jogos da Copa das Confederações, houve protestos no entorno dos estádios. Os manifestantes questionando os gastos de verbas públicas pelos organizadores do Mundial. Em algumas cidades houve quebra-quebra.

Mesmo acreditando que a situação não envolva tanta tensão como no ano passado, o presidente da Fifa evitou fazer previsões sobre a possibilidade de não haver manifestações no Brasil durante a Copa. "Não sou profeta. Estou convencido de que no Brasil os protestos não terão os mesmos argumentos que tiveram durante a Copa das Confederações, porque eles são mais válidos", afirmou Blatter.

Sem os tradicionais discursos, a cerimônia de abertura deve se restringir somente a shows pirotécnicos e apresentações na Arena Corinthians. Os eventos serão o ponto de partida antes do jogo entre Brasil e Croácia, marcado para as 17h.

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