J.F. Diorio/Estadão - 06.12.2013
J.F. Diorio/Estadão - 06.12.2013

Dilma e Blatter tentarão selar a paz em prol da Copa do Mundo

Presidente da República e chefão da Fifa vão se reunir na quinta-feira, na sede da entidade

Jamil Chade - Correspondente, O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2014 | 04h38

GENEBRA - Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, vão se reunir em Zurique, na semana que vem, na esperança de colocar um ponto final em todas as crises entre o governo e a entidade e, além disso, montar um esquema de trabalho para garantir que todas as obras estejam concluídas a tempo para a Copa do Mundo, que começará em menos de cinco meses.

O encontro está sendo mantido em sigilo pelas duas partes, mas uma importante autoridade do governo brasileiro confirmou ao Estado que ele ocorrerá na quinta-feira, na sede da Fifa. Será a primeira visita da presidente da República à entidade máxima do futebol desde o início de seu mandato, em janeiro de 2011. Um dia antes, ela inaugurará a Arena das Dunas, em Natal, um dos 12 estádios que serão utilizados na Copa.

A agenda do encontro deve ser marcada por pelo menos dois grandes assuntos: as obras de infraestrutura e o compromisso entre o governo e a Fifa de trabalhar juntos para impedir que os protestos que provavelmente ocorrerão durante as semanas da Copa acabem afetando os jogos do Mundial.

Na Fifa, o temor em relação aos protestos já chega a ser maior até mesmo do que a preocupação com os estádios. Blatter quer garantias de que o governo vai colocar nas ruas um dispositivo de segurança suficiente para impedir que a Copa seja afetada pelas manifestações de protesto.

PACIFICAÇÃO

O encontro de quinta-feira também vai ser usado tanto pelo governo quanto pela Fifa para dar uma mensagem à comunidade internacional, aos patrocinadores do evento e também aos torcedores de que não existem diferentes entre a entidade e as autoridades, ainda que nos bastidores o mal-estar seja bastante nítido.

Há duas semanas, Blatter criticou abertamente a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, afirmando que nunca havia visto um País tão atrasado nas obras. Uma semana depois, foi a vez de o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, alertar que não haverá tempo suficiente para testar os estádios de maneira adequada. Seis deles vão ser entregues fora do prazo estabelecido pela entidade.

Ao Estado, o mandachuva da Fifa disse nesta semana que "passou a bola" para Dilma e que ficou "muito satisfeito" ao notar que as autoridades brasileiras entenderam o recado.

Outro aspecto que a Fifa deverá usar para mostrar que não existem riscos para a Copa no Brasil é a venda de ingressos. No total, os pedidos de entradas já superam a marca de nove milhões. Com quase mais um mês de vendas pela frente, a expectativa da entidade é que a marca de dez milhões de solicitações de ingressos seja alcançada, algo inédito na história das Copas do Mundo.

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