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Dilma Rousseff e Joseph Blatter tentam mostrar 'paz' entre Brasil e Fifa

Mandatários fazem de tudo para mostrar que o governo e a entidade estão unidas

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2014 | 12h43

ZURIQUE - Na porta, as bandeiras do Brasil e da Fifa. Na sala de reunião, troca de presentes e, diante da imprensa, sorrisos, elogios e até uma foto ao lado de bolas da Copa. Hoje, a presidente Dilma Rousseff e o manda-chuva da Fifa, Joseph Blatter, fizeram de tudo para mostrar que o governo e a entidade estão unidas para garantir o sucesso da Copa do Mundo.

Um dos objetivos da reunião é o de mostrar que o Brasil estará pronto para a Copa do Mundo de 2014. Mas o encontro que estava marcado para às 15h acabou sendo adiado. Motivo: Dilma atrasou, fazendo a Fifa esperar.

"É um prazer estar aqui", disse Dilma a Blatter ao descer do carro na porta da Fifa. Num gesto de tentar mostrar aproximação, o cartola fez questão de que Dilma e ele fizessem o "aperto de mão da paz", uma iniciativa do suíço para promover tolerância no futebol.

Blatter ainda mostrou à presidente as bolas usadas em todas as Copas, inclusive a Brazuca, que será usada no Brasil.

Num verdadeiro teatro montado em Zurique, tudo é permitido. Menos as perguntas de jornalistas. Dilma e Blatter farão uma declaração à imprensa. Mas se recusaram a responder às perguntas.

O esforço de mostrar união e de evitar perguntas não é por acaso. O Mundial sofre um sério abalo, com atrasos em estádios, o risco de protestos e caos nos aeroportos com torcedores.

O teatro foi completado ainda com a decisão de Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, de anunciar a distribuição de pelo menos US$ 20 milhões em projetos sociais no Brasil.

Blatter recebeu a presidente na porta da Fifa, uma deferência. Durante a reunião, Dilma o presenteou com moedas comemorativas da Copa.

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