Dilma Rousseff visita obras do Estádio do Mineirão e ignora grevistas

Presidente entrou pelo lado oposto de onde estavam os trabalhadores em protesto

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

16 de setembro de 2011 | 12h00

A presidente Dilma Roussef visitou nesta sexta-feira as obras do estádio do Mineirão em Belo Horizonte como parte inicial da programação dos eventos relativos aos 1000 dias para a Copa do Mundo de 2014. Dilma chegou ao estádio em obras acompanhada do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, dos ministros do Esporte, Orlando Silva, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do prefeito da capital, Márcio Lacerda. Pelé também acompanhava a comitiva.

A presidente entrou no estádio pelo lado oposto ao que operários em greve promoviam uma manifestação com carros de som e bandeiras. Trabalhadores da obra do Mineirão deram início na quinta-feira a uma paralisação, cobrando do consórcio de empresas Minas Arena melhorias no piso salarial, no tíquete-refeição e na infraestrutura do canteiro de obras.

Nesta sexta-feira, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Osmir Venuto, que apoia a greve, garantiu que a paralisação atinge quase 100% dos cerca de 1000 trabalhadores da obra. "É mentira que os trabalhadores voltaram ontem à tarde" disse Venuto, negando que a manifestação tenha sido deflagrada em função da visita da presidente. "Não temos nada com a Dilma. Essa greve aqui é contra a Arena. Parou ontem e nós nem sabíamos que a presidente vinha aqui".

No interior do estádio o presidente do consórcio, Ricardo Barra, disse que a expectativa é que segunda feira os trabalhos estejam normalizados. "Acho que é uma greve oportunista em função do evento. Só posso entender dessa forma, uma vez que está tudo sendo rigorosamente cumprido".

ATLÉTICO-MG - Na visita ao canteiro de obras do Mineirão, Dilma cumprimentou alguns poucos funcionários que estavam em uma área reservada. Entre eles, apenas cinco estavam com uniforme de operário. A presidente posou para os fotógrafos segurando uma camisa do Atlético-MG, clube para o qual torce. Estava cercada por Pelé, por Reinaldo, ex-jogador do Atlético-MG, Orlando Silva e Anastasia, que também é atleticano. "Cadê o Pimentel que é cruzeirense?" provocou o governador mineiro.

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