Laurent Gillieron/EFE
Laurent Gillieron/EFE

Dilma solidariza-se com Arouca e revela campanha contra racismo na Copa

Presidente faz acordo com ONU e Fifa para combater o preconceito durante o Mundial no Brasil

José Roberto Castro, Agência Estado

09 de março de 2014 | 11h52

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff voltou a usar sua conta no Twitter para falar de futebol e racismo na manhã deste domingo. A presidente prestou solidariedade ao volante Arouca, do Santos, e ao árbitro Márcio Chagas da Silva por atos de racismo sofridos nos últimos dias. "É inadmissível que o Brasil, a maior nação negra fora da África, conviva com cenas de racismo", escreveu Dilma.

A presidente afirmou que está convidando líderes religiosos de todo o mundo a enviarem manifestações contra o racismo. As mensagens serão lidas durante a Copa do Mundo no Brasil. "Vamos enfrentar o racismo! Acertei com a ONU e a Fifa que a nossa #CopaDasCopas, também será a #Copa pela Paz e a #CopaContraORacismo."

O santista Arouca foi chamado de macaco por um torcedor em Mogi Mirim na quinta-feira, após partida pelo Campeonato Paulista, no interior de São Paulo. Já Márcio reclama que também foi chamado de macaco por torcedores e que teve seu carro depredado no estacionamento que fica dentro de área restrita do estádio em Bento Gonçalves (RS), onde foi realizada partida entre Esportivo e Veranópolis. Em fotos, mostrou que havia bananas sobre o veículo.

Esta é a segunda vez em menos de um mês que a presidente se manifesta sobre o tema. Antes de Arouca e Márcio, o volante Tinga, do Cruzeiro, foi vítima de racismo em uma partida no Peru, válida pela Copa Libertadores, e recebeu a solidariedade de Dilma.

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