Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Dinamite conta com o dinheiro da venda de Dedé para ajeitar o Vasco

Presidente cruz-maltino diz que não queria repassar o zagueiro, mas que não tem como segurá-lo em São Januário

O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2013 | 13h50

RIO - O presidente do Vasco admitiu que o zagueiro Dedé está mesmo de saída do clube. Roberto Dinamite deu até prazo para que isso ocorra: até 30 de junho. Tudo porque o Vasco não tem dinheiro para segurar seus principais jogadores, um movimento que começou no ano passado e que se intensifica nesta temporada. Dinamite lamentou a situação financeira do clube. Existe uma pequena possibilidade de Dedé não deixar São Januário. Isso só vai ocorrer, primeiro se o atleta decidir apostar e dar mais um voto de confiança no clube e segundo, se o Vasco não conseguir desbloquear na Justiça uma verba retida.  

Roberto Dinamite também deixou claro que não é sua vontade abrir mão do zagueiro da seleção brasileira, mas que se vê forçado a fazer isso dada a condição financeira do Vasco. Os salários estão atrasados e o clube não tem dinheiro para nada. "A situação do Dedé é muito clara. Os aspectos financeiros do clube são delicados nesse momento. A saída dele pode acontecer sim. Eu não gostaria de vender o Dedé. Digamos que amanhã o Vasco obtenha os recursos e aí ele fica", disse o presidente. "O fato é que o Vasco só detém uma parte dos direitos de Dedé e essa decisão também cabe ao jogador. O Dedé quer ficar, eu também quero isso. Mas não basta achar que vai ficar, não posso cumprir os compromissos com ele e esquecer o resto do elenco."

O Vasco não tem só Dedé para se preocupar.

O Corinthians manifestou interesse em ter o jogador, mas não quer participar de leilão para conseguir o jogador. Há tratativas entre representantes de Dedé e a diretoria do Parque São Jorge. Existe a possibilidade de ele ser vendido para o Exterior, mas se depender de Dedé ele já disse que prefere ficar no Brasil até a Copa de 2014. O Vasco tem 45% dos direitos do jogador. O pedido também é alto: R$ 26 milhões, dinheiro suficiente para ajeitar a casa.  

 
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