Dinamite pede transparência em nova eleição no Vasco

O ex-craque do Vasco e atual deputado estadual Roberto Dinamite (PMDB-RJ) disse que espera transparência na escolha do novo presidente do clube. Ele elogiou, em entrevista coletiva, a decisão tomada pelo juiz da 15ª Vara Cível do Rio, Renato Barbosa, de anular a eleição realizada em 13 de novembro de 2006, em São Januário, que manteve no poder o ex-deputado federal Eurico Miranda. ?O associado do Vasco vai ter o direito de fazer sua opção, sem coação, sem ameaça de violência?, disse Dinamite. Pela decisão, o vice-presidente geral do Vasco, Alberto Moutinho, deverá organizar nova eleição num prazo de até 30 dias após publicação da sentença no Diário Oficial do Estado, o que deve ocorrer na segunda-feira. O juiz Renato Barbosa levou em consideração várias irregularidades ao anunciar sua posição. Destacou a presença de sócios-eleitores inadimplentes no pleito e uma lista adicional ?fora do prazo devido? de aproximadamente 2.000 votantes. ?Uma perícia constatou as irregularidades e abalizou a decisão da Justiça. A vitória maior foi do Vasco e dos vascaínos?, declarou Dinamite. Em 13 de novembro, Eurico obteve 1.848 votos, contra 1.409 de Dinamite. Mas a chapa do ex-atacante do Vasco descobriu que 1.256 dos 3.262 votos apurados apresentavam irregularidades. A maior parte das cédulas contestadas constava de eleitores que não estavam na lista autorizada preliminarmente pela Justiça do Rio. ?Se a vontade da maioria dos vascaínos prevalecer, vamos escrever uma nova página na história do Vasco e do futebol carioca. É necessário que haja transparência e toda entidade esportiva precisa de autonomia?, afirmou Dinamite, defendendo também um novo estilo de comando na Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Eurico Miranda disse à noite que o clube só tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa. ?Não fomos notificados de nada. Mas os poderes do clube estão atentos. Vamos buscar que prevaleça o direito. O que a oposição está afirmando, não procede.?A diretoria publicou nota oficial, em que relata que a sentença é passível de recurso.

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