Dinélson ganha corpo no Corinthians

O baixinho cresceu. Aos 19 anos, Dinélson, de 1,65 m, está recebendo atenção especial da Comissão Técnica do Corinthians. Desde o início do ano, depois que despontou definitivamente com o título da Copa São Paulo de Juniores, o meia passou a fazer um tratamento especial para ganhar massa muscular. O mesmo que aconteceu com o atacante Jô, já negociado com o CSKA, da Rússia, que ganhou cerca de seis quilos.Dinélson, o xodó da Fiel, já ?engordou? três quilos. E fala com orgulho do tratamento que está recebendo e que o fez saltar de 60 para 63 quilos. ?Comecei a trabalhar mais braços e pernas desde o Campeonato Paulista. Mas com esse calendário apertado, não tive tempo de realizar outros exercícios. Acredito que a partir de dezembro deverei iniciar a segunda fase?, explica.O trabalho desenvolvido pelo fisiologista Renato Lotuffo e o preparador físico Fábio Mahseredjian já está dando resultado visíveis em campo. Duas vezes por semana, Dinélson tem a obrigação de chegar mais cedo ao clube para fazer musculação. ?Não gosto de estipular metas, isso depende de jogador para jogador. Mas gradativamente vamos aumentando essa carga de exercícios?, conta Mahseredjian. ?Na verdade, a minha grande preocupação é que o atleta ganhe massa magra sem perder a mobilidade. Se eu sentir que ele perdeu um pouco de mobilidade, vamos tirar o pé.?Além da musculação, Dinélson segue uma dieta hipercalórica. Toda noite, tem de tomar um shake que o ajuda no desenvolvimento. ?Ele era muito franzino e agora passou a ser mais competitivo. E tudo isso ainda por cima diminuiu o percentual de gordura dele em relação ao exame anterior?, complementa o preparador físico do Corinthians.Dinélson, que antes era raramente lembrado para compor o banco de reservas do Corinthians, passou a ser figurinha carimbada em todas as partidas. Mais do que isso. Tem entrado no decorrer de quase todos os jogos e suportado tranqüilamente o tranco dos zagueiros.Uma rotina bem diferente de quando chegou, no início do ano passado. Ele era apenas mais um no meio de um pacotão que a diretoria apostou e não deu certo. O meia chegou a ser rebaixado para o time B e só ressurgiu graças ao sucesso na Copinha.O jogador não reclama nem de ser reserva. Aliás, está mais do que satisfeito. ?O time é muito bom e eu reconheço essa qualidade. Se estou no banco hoje, não é porque estou mal. Tem muito jogador na posição com condição de ser titular. Estou brigando, mas tenho o meu tempo certo?, diz o meia.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2005 | 08h56

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