Miguel Schincariol / saopaulofc.net
Miguel Schincariol / saopaulofc.net

Diniz admite um dos seus 'piores jogos' e nega relação entre atrito e expulsão de Tchê Tchê

Técnico chamou jogador de 'mascaradinho' e 'ingrato' durante o primeiro tempo do jogo com o Red Bull Bragantino

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2021 | 05h00

O 70.º jogo de Fernando Diniz à frente do São Paulo foi "o pior" ou "um dos piores" sob o seu comando. Foi assim que o treinador, laconicamente, classificou a derrota por 4 a 2 para o Bragantino, na noite de quarta-feira, pela 28.ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Nabi Chedid.

Com dificuldades na saída de jogo, cometendo muitos erros no sistema defensivo, especialmente pela marcação imposta pelo adversário, o São Paulo foi vazado quatro vezes no primeiro tempo, tendo sofrido três gols nos 18 minutos iniciais.

Diniz, após o jogo, assumiu a responsabilidade pelo revés, apontando as dificuldades que o sistema defensivo do São Paulo teve em Bragança Paulista. "Fizemos um jogo muito ruim, muito abaixo em todos os sentidos. O treinador é o principal responsável quando o time vai coletivamente mal. Não conseguimos sair jogando com a marcação forte do Bragantino, em um campo preparado para ser lento. Cedemos contra-ataques por mal posicionamento, ficamos expostos", afirmou.

O São Paulo foi a campo sem três titulares com características de marcação - Juanfran, Arboleda e Luan -, além do desfalque de Luciano no setor ofensivo. Questionado sobre a qualidade do elenco e dos reservas acionados, Diniz tratou de defender seus jogadores.

"Eu estou contente com o elenco que eu tenho, é o elenco que nos trouxe até aqui, para a liderança do campeonato e tinha chances de ser campeão da Copa do Brasil também. Esse é o nosso time, não foi por causa dos jogadores que entraram que a gente perdeu o jogo, foi porque jogamos mal coletivamente", disse.

Um dos reservas escalados por Diniz foi Tchê Tchê, um dos seus jogadores de confiança desde os tempos do Audax. Eles tiveram uma discussão ríspida no primeiro tempo. Depois, na etapa final, o meio-campista foi expulso por dar uma cotovelada em Cuello. O treinador evitou relacionar os fatos.

"A gente vai resolver internamente e de fato não dá para saber. Aconteceu, tem a coincidência de ter acontecido a expulsão, poderia ter acontecido outro dia. É especulação e não vou responder sobre especulação. Poderia não ter acontecido nada e ele ter sido expulso. Não acho que tenha interferência a discussão na expulsão", afirmou.

Ainda que derrotado, o São Paulo lidera o Brasileirão com 56 pontos e sete de vantagem para Atlético-MG e Flamengo, que disputaram um jogo a menos. O time voltará a jogar no domingo, quando buscará a reabilitação em clássico diante do Santos, no Morumbi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.