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Rubens Chiri / São Paulo FC
Rubens Chiri / São Paulo FC

Diniz exalta estilo participativo e vê Daniel Alves como melhor lateral do mundo

Treinador exalta dinamismo do jogador, um dos destaques do São Paulo antes do surto de coronavírus

Redação, Estadao Conteudo

02 de abril de 2020 | 20h57

Até a pausa das competições em função do surto de coronavírus, Daniel Alves era um dos destaques do São Paulo. A razão para isso, na visão do técnico Fernando Diniz, foi encontrar o posicionamento ideal para o jogador. O treinador explicou que teve conversas com o jogador e chegou a um entendimento para que ele atuasse no meio-de-campo, sendo mais participativo. Exaltou, assim, o dinamismo do polivalente atleta.

Daniel Alves vinha adotando um posicionamento parecido ao de um volante, ainda que com bastante liberdade para atacar. Já com Cuca, o antecessor de Diniz, jogava como lateral-direito, a sua posição de origem, ou como um meia.

"Gosto do Daniel há muito tempo. Sempre me impressionou pela capacidade de se refazer dentro do jogo. É um cara que nunca desiste, muito dinâmico e gosta muito de ter a bola. Ele tem técnica, inteligência, coragem e personalidade para jogar futebol. Eu, ele e o time achamos juntos o melhor posicionamento para cada jogador, e para ele de maneira especial. Um cara que tem o volume de ações que ele tem, com personalidade e criatividade, esse jogador tem que pegar na bola o maior número de vezes possível", explicou Diniz, em entrevista à ESPN Brasil.

Para a seleção brasileira, porém, Daniel Alves continua sendo convocado para jogar como lateral-direito. E o treinador são-paulino garante dar razão a Tite, pois vê o seu comandado como o melhor jogador da posição no mundo.

"No São Paulo, ele se achou. Está fazendo um ano maravilhoso. Ele consegue melhorar os jogadores ao lado dele. Concordo com o Tite, para mim ele ainda é o melhor lateral-direito do mundo", afirmou.

Diniz também aproveitou a entrevista para fazer uma reflexão sobre o atual momento do mundo, praticamente "paralisado" por causa do coronavírus. Ele espera que a sociedade mude e se torne melhor ao fim da crise. Ele espera uma distribuição mais igualitária das riquezas e torce para as pessoas se tornarem menos individualistas.

"Espero que a sociedade, não só do Brasil, mas mundial, perceba que o mundo é cada vez mais uma ilha. Todas as pessoas precisam umas das outras. Essa desigualdade social no mundo não tem razão de ser. Podemos distribuir melhor a riqueza do mundo. O mundo produz muita riqueza, mas quanto mais riqueza a gente produz, maior fica a desigualdade. A sociedade tem de repensar e procurar diminuir a desigualdade. No fundo, temos de viver cada vez mais em comunidade e se respeitando. É tentar viver de uma maneira mais equilibrada", disse.

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