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Diretor da Fifa admite rever regras da Copa para evitar 'jogo de compadres'

Entidade ainda mostra números da primeira fase do Mundial na Rússia

Glauco de Pierri e Jamil Chade, enviados especiais / Moscou, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 09h50

A Fifa está preocupada com o Fair Play na Copa do Mundo. Bom, no caso, a falta dele e o famoso "jogo de compadres", algo visto por aqui em algumas das últimas partidas da fase de grupos do Mundial da Rússia.

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Entre os exemplos estão o empate sem gols entre Dinamarca e França, que classificou as duas seleções, e o jogo entre Senegal e Japão - mesmo perdendo por 1 a 0, os japoneses evitaram atacar e deixaram o tempo passar, pois sabiam que estavam se classificando no desempate pelo número de cartões amarelos.

"O Japão poderia se classificar mesmo perdendo, mas esse é o primeiro Mundial em que colocamos os cartões para definir as posições dos grupos. O que queremos é evitar um sorteio e fazer com que os times avancem pelo seu desempenho em campo e não pelo sorteio de uma bolinha. Vamos revistar tudo depois do Mundial, ver como as coisas se definem. Conversaremos com as comissões organizadoras para ver o que podemos melhorar nessa questão", afirmou Colin Smith, diretor de competições da Fifa.

 

Os cartolas da Fifa ainda mostraram os números da primeira fase do Mundial. Foram 122 gols marcados, uma média de 2,5 gols por jogo. Mais de 2,2 milhões de pessoas compareceram aos 48 jogos, com 98% de ocupação das arenas construídas para o Mundial.

Foram ainda 16 mil jornalistas credenciados para a cobertura da fase de grupos, 1,6 milhão de deslocamentos aéreos e mais de 5 milhões de pessoas compareceram às Fan Fests da Fifa nas 11 cidades sede do Mundial da Rússia.

 

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