Diretor da Globo quer TJD em Brasília

O diretor-executivo da Globo Esportes, Marcelo de Campos Pinto, defendeu, hoje, na CPI da CBF/Nike, a transferência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para Brasília e também a modificação da estrutura do tribunal, "cortando seus laços com a CBF". Pinto também defendeu mudanças no calendário esportivo brasileiro. Para ele, "é preciso impedir a participação de um clube em competições que tenham tabelas superpostas", porque, segundo ele, esse acúmulo de atividades "prejudica não só os jogadores, mas também os torcedores, que, muitas vezes, não podem pagar dois ingressos numa única semana", afirmou. Munido de pesquisa do Ibope, Marcelo Campos Pinto afirmou na CPI que 38% das pessoas que antes freqüentavam os estádios "hoje, deixaram de fazê-lo, por causa da violência". Ainda de acordo com as pesquisas de opinião, apresentada pelo executivo da Globo, 42% das pessoas ouvidas pelo Ibope, não vão aos jogos por causa da estrutura precária dos estádios. "Com isso, os estádios deixam de arrecadar de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões anualmente", confirmou. Na mesma audiência pública, o representante da Hicks Muse, John Richard Law anunciou que a Panamerican Teams, empresa investidora do Corinthians e do Cruzeiro, irá financiar a construção de um estádio próprio para o Corinthians, em São Paulo, com um investimento de US$ 100 milhões, devendo empregar 800 trabalhadores em sua construção. Segundo Law o novo estádio terá cadeiras numeradas, venda antecipada de ingresso, 7 mil vagas no estacionamento e circuito interno de TV, para aumentar a segurança. Porém, Law alertou os deputados. "Não adianta ter estádios modernos se o calendário não ajudar". O empresário também defendeu reformulação no calendário esportivo, "sem sobrecarregar os times com jogos próximos uns dos outros, nem mudanças no calendário de última hora." Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicam que a bilheteria representa apenas 15% da receita de um jogo. "Já na Europa", disse John Richard Law, "a bilheteria representa 30%.É preciso se criar uma melhor imagem para que a família possa ir aos estádios", defendeu Law.

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