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Wolfgang Rattay / AP
Wolfgang Rattay / AP

Diretor da Inter de Milão rebate boatos e diz que Eriksen não teve covid-19 e não foi vacinado

Especulação de médico do Tottenham afirmava que mal súbito do meia poderia ter sido causado pelo coronavírus; notícias falsas culparam a vacina

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2021 | 19h02

Giuseppe Marotta, diretor da Inter de Milão, negou que o meia dinamarquês Christian Eriksen tenha sido diagnosticado com o coronavírus em algum momento ou já recebido alguma vacina contra a doença. A declaração foi para desmentir boatos de uma possível influência do vírus no mal súbito que quase levou o jogador a óbito durante partida da Dinamarca pela Eurocopa.

"Ele (Eriksen) não teve covid e também não foi vacinado. Eu posso dizer que a equipe médica da Inter está em contato com a equipe médica da Dinamarca desde o início", afirmou Marotta em entrevista à emissora Rai Sport.

Marotta se manifestou após uma especulação do médico Sanjay Sharma, que trabalhou com Eriksen no Tottenham. "Obviamente, tivemos a covid. Alguns jogadores de futebol podem ter tido infecção subclínica de covid, que pode ter resultado em cicatrizes no coração", afirmou Sharma em entrevista ao jornal DailyMail. Contudo, segundo a Inter de Milão, Eriksen não contraiu o coronavírus.

Da mesma forma, notícias falsas espalhadas por membros de grupos antivacina italianos e replicadas no Brasil pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos dariam conta de que Eriksen teria tido o problema cardíaco por conta de uma inflamação causada pela vacina da Pfizer. Só que o meia não recebeu nenhuma dose até o momento.

Após desmaiar por conta do mal súbito aos 42 minutos do primeiro tempo do jogo entre Dinamarca e Finlândia, Eriksen passou por uma massagem cardíaca ainda no gramado, e foi hospitalizado depois. Ele passa por exames e se encontra bem, já tendo até falado com os colegas da seleção dinamarquesa.

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