Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Diretor discorda de Rogério Ceni e não vê São Paulo parado no tempo

Adalberto Baptista ainda critica o goleiro e diz que ele está com deficiência na reposição de bola

FERNANDO FARO, Agência Estado

18 de julho de 2013 | 17h48

SÃO PAULO - Depois da derrota para o rival Corinthians na decisão da Recopa Sul-Americana, o goleiro e capitão Rogério Ceni disse na noite de quarta-feira, na saída do Pacaembu, que o São Paulo "parou no tempo". Em entrevista coletiva na tarde desta quinta, o diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, discordou do jogador. "Não concordo", afirmou o cartola, quando questionado sobre a afirmação do ídolo são-paulino.

"É um momento muito ruim e chegou a hora de reconstruir o time do zero. Precisamos fazer algo muito melhor se quisemos brigar por algo. Os problemas são muito grandes, mas não me sinto à vontade de falar aqui. Mas paramos no tempo. Nós paramos e outros seguiram", diagnosticou Rogério Ceni, após a derrota por 2 a 0 para o Corinthians, no Pacaembu, que custou o título da Recopa Sul-Americana ao São Paulo.

"Gosto de analisar afirmações quando são feitas com a cabeça fria. Ele está em vias de se aposentar e gostaria de terminar com algum título. Todos sabem que ele está com uma lesão no pé direito, que ainda incomoda. Até numa das qualidades, que é a saída de bola e a reposição, ele está com a deficiência", disse Adalberto Baptista, em entrevista nesta quinta-feira. "Não concordo (que o São Paulo parou no tempo)."

Depois, o cartola tratou de defender sua opinião sobre o assunto. "É só observar a estrutura. Olhem as evoluções da formação da base, as evoluções profissionais dentro do clube. Eu não ouvi o Rogério falar que parou no tempo administrativamente. Não é esse o viés que ele quis se manifestar", explicou Adalberto Baptista, ressaltando que "a falta de confiança está atrapalhando muito" a equipe nos últimos jogos.

"Depois de uma derrota, sempre haverá questionamentos. Nós, da diretoria, continuamos afirmando que o elenco é qualificado. Uma ou duas peças de reposição são bem-vindas", afirmou o dirigente, lembrando, porém, que não existe nenhuma negociação concreta por reforços em andamento atualmente no São Paulo. "Esse elenco é qualificado para dar a volta por cima (já são nove jogos seguidos sem vitória)", completou.

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