Diretor do Palmeiras critica Peñarol: 'São treinados para xingar'

Alexandre Mattos ataca conduta dos uruguaios e afirma que treinador adversário tumultuava substituições

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2017 | 07h00

O jogo bastante disputado entre Palmeiras e Peñarol, nesta quarta-feira, teve gol da vitória alviverde por 3 a 2 nos acréscimos e ânimos bastante acirrados nas entrevistas na saída do vestiário, no Allianz Parque. O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, criticou a conduta da equipe uruguaia durante jogo da Copa Libertadores e prometeu planejar com cuidado a viagem à Montevidéu por temer represálias.

O dirigente ficou bastante irritado por dois episódios. O atacante Dudu foi expulso nos acréscimos por reclamar com o árbitro sobre a demora em conseguir bater uma falta porque um uruguaio ficou parado na frente da bola. O outro incidente foi a reclamação de Felipe Melo em entrevista ao canal SporTV de que foi chamado de "macaco" por um adversário durante o segundo tempo.

"Eles são treinados para xingar, chamar de macaco, de negro. Eles não treinados para jogar futebol. Com certeza o Palmeiras vai tomar todas as providências com segurança lá. Eles foram muito bem recebidos e esperamos que lá eles queiram jogar bola", afirmou Mattos. O Palmeiras vai enfrentar a equipe uruguaia no dia 26, em Montevidéu, pela quarta rodada da fase de grupos. "A arbitragem foi lamentável. O segundo gol deles foi irregular. Vamos procurar a CBF e pedir para nos ajudarem a não suspender o Dudu", comentou.

Mattos também reclamou da postura do técnico da equipe uruguaia, Leonardo Ramos, por tentar atrasar o andamento da partida quando ia alterar a equipe. "O treinador deles diz o número errado da substituição para atrasar mais. Por isso que tomaram o gol no minuto 54 e vão tomar sempre", comentou o treinador. A vitória por 3 a 2 foi garantida com um gol do lateral Fabiano, de cabeça.

Outra crítica dele recaiu sobre a proibição de o telão do estádio exibir patrocinadores que não são os da Conmebol. Durante a partida, apenas o cronômetro permaneceu em exibição. "A gente paga caro, o Palmeiras não pode fazer propaganda no telão. Por isso que o futebol sul-americano não evolui", disse.

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