Diretor vascaíno ataca arbitragem após erro em gol no clássico carioca

As imagens de TV deixaram claro que a bola batida por Douglas entrou

Agência Estado

17 de fevereiro de 2014 | 11h30

RIO - O diretor executivo de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, não escondeu a sua indignação com o fato de que o time acabou sendo prejudicado por um erro da arbitragem no clássico no qual a equipe foi derrotada por 2 a 1 pelo Flamengo, neste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca. Já aos 11 minutos do primeiro tempo, o estreante meia Douglas marcou um gol ao bater uma falta na qual a bola bateu no travessão, quicou dentro da meta e depois saiu.

As imagens de TV deixaram claro que a bola entrou, sendo que muito perto do lance estava o auxiliar de linha, Rodrigo Castanheira, que não apontou o gol, mesmo estando ali, entre outras coisas, para ajudar o árbitro principal neste tipo de lance.

"Fica o sentimento de tristeza e decepção pelo que ocorreu. O Flamengo não tem nada a ver, mas o Vasco foi extremamente prejudicado por um erro que todas as TVs e fotos mostraram, um fato que vai correr o mundo. Mancha o campeonato e não vai ficar limitado ao território estadual, podem ter certeza. Poderia ter mudado a história do jogo. Como profissional, saio triste", disse Caetano, em entrevista coletiva, enfatizando que não quis "julgar má fé, mas sim a incompetência" de Castanheira.

O dirigente enfatizou que, pela posição em que estava, o auxiliar de linha "não tinha como não ter visto". E ele apontou ainda que uma foto congelada "mostra que ele estava olhando apenas para o lance". "Ele estava ali somente para isso. Era o lance mais importante para ele no jogo. Mas ele tomou a decisão de não assumir essa responsabilidade. Faltou personalidade ao auxiliar", atacou.

"O Brasil inteiro viu. Essa derrota traz consequências drásticas para um clube que está se reestruturando. Vamos ter que juntar os cacos não pela derrota, mas pela forma como ela aconteceu. Se aquele lance consegue alterar até a nossa tranquilidade no decorrer do jogo, imagina para os atletas. As consequências foram as piores possíveis. Minha preocupação agora é tentar resgatar psicologicamente os jogadores. Eu no lugar deles ficaria decepcionado", ressaltou.

Já o técnico Adilson Batista preferiu não comentar este erro claro da arbitragem, temendo depois receber possível punição fora de campo. "Pelo primeiro tempo que fizemos, merecíamos uma sorte melhor. E a arbitragem eu vou deixar para o Rodrigo falar aqui, senão na segunda-feira terei que ir na CBF, e eu preciso trabalhar", completou.

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