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Diretores do Palmeiras não prometem reforços para Muricy

Time quer um atacante e deve enxugar mais a folha salarial do futebol profissional, com alguns cortes

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2009 | 10h40

O Palmeiras que Muricy Ramalho começa a trabalhar na segunda-feira - será apresentado nesta sexta-feira, mas só assume o time após o clássico de domingo contra o Corinthians - não terá muitas mudanças em relação ao que Jorginho pegou, herança de Luxemburgo. A ideia da diretoria é manter o atual grupo de jogadores e contratar o mínimo possível.

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O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo já afirmou que está atrás de um atacante e deve enxugar mais a folha salarial do clube, com alguns cortes. Mas a diferença será em jogadores que estão sem espaço, como Mozart. A não ser que apareça proposta irrecusável para algum atleta, nenhuma peça importante deixará o Palestra Itália. Muricy vai ter de trabalhar com quem já está no grupo.

Palmeiras e Muricy deixaram o acordo praticamente acertado no domingo. Na terça-feira, fecharam os últimos detalhes, mas ainda não houve tempo para combinar o que será feito até dezembro de 2010, data final do contrato.

"Ele vai ter uma preocupação com a base", confirmou o vice-presidente Gilberto Cipullo. Toninho Cecílio, gerente de Futebol, garante que o Palmeiras não prometeu reforços - nem Muricy exigiu atleta. "Não há necessidades de contratação agora. Ele primeiro vai conhecer o elenco."

Muricy sempre teve uma base forte no São Paulo. Chamava os garotos para treinar com o time principal uma vez por semana. Vai repetir a iniciativa no Palmeiras. O treinador chega ao Palestra com seu fiel escudeiro, Tata. Jorginho ganha vaga de auxiliar. "O papel do Jorginho vai ser fundamental, já que conhece bem o grupo", lembrou Toninho.

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