Marlon Costa/ Pernambuco Press
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Diretoria do Corinthians já não fala mais a mesma língua

Posições divergentes azeda relação entre cartolas e presidente luta sozinho para contratar Oswaldo de Oliveira

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2016 | 07h00

Contradições, mudança radical de planos e uma grande bagunça administrativa têm marcado a diretoria do Corinthians nos últimos meses, principalmente após a saída de Tite. A contratação de Oswaldo de Oliveira como técnico, algo certo na terça-feira e incógnita hoje, é mais um capítulo da confusa gestão de Roberto de Andrade. 

Tite deixou o clube no dia 16 de junho para assumir a seleção brasileira e desestruturou o Corinthians, que estava se remontando tecnicamente, após vender praticamente todo o time titular. Dias depois, após muitas especulações, contratou Cristóvão Borges, que estava longe de ser unanimidade. 

Oficialmente, o clube admitiu ter procurado anteriormente apenas o ex-lateral Sylvinho, que era auxiliar técnico na Internazionale. Porém, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Roger Machado contaram que foram procurados por representantes do clube.

Em apenas 18 jogos, a paciência com Cristóvão Borges prometida por Roberto de Andrade e o diretor adjunto, Eduardo Ferreira, acabou. Dois dias antes de demiti-lo, eles garantiram a sua manutenção.

Sem opções de técnicos que agradassem à maioria no clube, Roberto de Andrade assegurou que o interino Fábio Carille seria mantido no comando do time até o fim do campeonato. Menos de um mês depois, o presidente foi atrás de Oswaldo de Oliveira, contrariando quase todos seus aliados.

Quando o assunto é reforço, o discurso também é bem diferente da realidade. Eduardo Ferreira e Roberto de Andrade falaram algumas vezes que iriam atrás de novas opções, principalmente para o ataque. Depois, alegaram que o elenco estava fechado e em seguida acertaram a contratação de Gustavo, do Criciúma.

Nos bastidores, a reclamação de quem convive com os dirigentes é que eles possuem opiniões bem distintas sobre muitos assuntos e, algumas vezes, acabam não entrando em consenso. Como, por exemplo, no caso de Oswaldo de Oliveira. A possível contratação causa ainda mais danos na relação. 

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