Diretoria do Cruzeiro admite erros, mas prevê reação com a chegada de Mano

Treinador teve boa passagem pela equipe no ano passado

Estadão Conteúdo

26 de julho de 2016 | 19h52

A péssima fase do Cruzeiro na temporada e a demissão do técnico Paulo Bento após mais uma derrota no Brasileirão, desta vez para o Sport, fizeram a diretoria vir a público nesta terça-feira. O escolhido para falar da situação do clube foi o diretor de futebol Tiago Scuro, que tentou minimizar a crise do penúltimo colocado do campeonato ao se mostrar otimista sobre uma possível reação.

"Pelo elenco que tem, pelo que a equipe vem produzindo nos jogos, pelo inconformismo com a situação e pelo respeito pelo torcedor e pela história, creio que tenhamos condições de fazer bom trabalho no Brasileiro e uma perspectiva na Copa do Brasil. É o momento de olhar para frente, ir em busca de melhores resultados e se recuperar no ano", declarou.

Parte dessa confiança vem da chegada de Mano Menezes. Contratado para o lugar de Paulo Bento, o técnico desembarca em Belo Horizonte com o objetivo de repetir a boa passagem do fim do ano passado, quando também pegou uma equipe em baixa e emendou uma sequência positiva de resultados que deixou o clube tranquilo no Brasileirão.

"O Mano é o novo treinador do Cruzeiro. É um grande treinador, e seu histórico diz o quanto ele representa. Teve boa passagem pelo Cruzeiro, o que dá uma segurança maior. Tivemos contratempo no decorrer do processo, mas ninguém trabalha para errar. O papel da diretoria é tentar corrigir o que estiver errado", afirmou Scuro.

O dirigente, aliás, em nenhum momento negou que a direção do Cruzeiro tenha errado em algumas escolhas ao longo deste ano. Pelo contrário, admitiu os problemas no clube, apenas preferiu salientar os pontos positivos em uma temporada que vem sendo tão desastrosa para o time mineiro.

"Principalmente quando o clube vive esse momento de maus resultados, torcedor e parte da imprensa só olham para o que não funcionou. Mas acho que o Cruzeiro produziu muitas coisas boas, como no caso do (Lucas) Romero. Além disso, o clube pôde fazer investimento com recursos próprios. Nós estabelecemos um plano de reorganização para fazer o clube ter essa condição", avaliou. "Tem muita coisa positiva produzida na Toca da Raposa II, mas para quem está de fora é só o jogo e o resultado."

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