Nelson Perez/Divulgação
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Diretoria do Palmeiras descarta Luxemburgo para acalmar aliados

Brunoro confirma veto a treinador do Fluminense e diminui a pressão dos conselheiros

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2013 | 07h45

SÃO PAULO - A diretoria do Palmeiras ainda não definiu quem vai comandar a equipe no ano do centenário, mas resolveu falar abertamente que Vanderlei Luxemburgo é um nome descartado. A intenção do anúncio é acalmar boa parte dos conselheiros, torcedores e até jogadores, que são contra a vinda do treinador.

O veto a Luxemburgo no clube foi revelado pelo Estado no dia 19 de outubro, mas na época ninguém da diretoria quis dar entrevista para admitir a rejeição ao treinador do Fluminense. A história mudou. “Gosto muito do Vanderlei e por sua qualidade ele interessa a qualquer clube, mas no momento não faz parte dos planos do Palmeiras”, disse o diretor executivo, José Carlos Brunoro.

O presidente Paulo Nobre e Brunoro gostam do treinador, mas sabem que contratá-lo agora iria criar um clima desfavorável dentro do clube, já que a última passagem de Luxemburgo pelo Palestra Itália não deixou boas recordações. O time foi campeão paulista, em 2008, mas ele fez muitos desafetos nesta quarta passagem.

O anúncio do veto é uma forma de acalmar quem não gosta do treinador, já que nas últimas semanas cresceu o boato no clube de que Luxemburgo assumiria o time após o Brasileirão. O lado financeiro também conta. Luxemburgo é um treinador vitorioso, mas historicamente dá melhores resultados com elencos caros, justamente o que o clube não vai conseguir ter ano que vem. Paulo Nobre deixa claro que não fará loucuras no centenário, tampouco será refém do ano histórico. Ou seja, fará contratações pontuais e sem contar com medalhões.

Quem também respira aliviado com o veto a Luxemburgo são os jogadores. O zagueiro Vilson, por exemplo, era titular do Grêmio, mas teve de deixar o clube após discutir com o técnico durante um treinamento. Pelo menos outros dois atletas ouvidos pela reportagem admitiram que não querem o técnico no Palmeiras em 2014. Com Brunoro e a Parmalat, Luxemburgo viveu um de seus melhores momentos na carreira. O treinador foi campeão paulista em 1993, 94 e 96; Rio-São Paulo em 93 e Brasileiro de 93 e 94. E depois o treinador ganhou também o Paulista de 2008, mas a parceria já havia sido desfeita. Foi justamente durante a década de 90 que Paulo Nobre conheceu o treinador e passou a admirá-lo como torcedor.

SUGESTÕES

Em relação a quem vai dirigir o time no centenário, vários nomes são soprados nos ouvidos do presidente, em sua maioria vindo de conselheiros próximos de Nobre.  Abel Braga, Mano Menezes, Ney Franco e Tite são algumas das opções na mesa do dirigente, mas a prioridade é conversar com Kleina, que deve ter uma primeira reunião para tratar do assunto ainda nessa semana.

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