Diretoria do Palmeiras se omite em meio à crise do clube no Brasileirão

O presidente Paulo Nobre não aparece para dar explicações sobre o péssimo momento vivido pela equipe alviverde

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2014 | 05h00

Com grandes chances de celebrar o centenário com o time na zona de rebaixamento, os dirigentes do Palmeiras parecem enxergar outra realidade. O presidente Paulo Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro adotam uma postura que faz com as críticas aumentem ainda mais.

Nobre resolveu que sua melhor resposta para as cobranças é o silêncio. O dirigente acompanha pessoalmente a maioria dos jogos, mas não tem o hábito de falar com os atletas. Tampouco dá entrevistas para explicar o motivo da crise. Quando aparece, é apenas para apresentar algum jogador, pedir a ele que "honre a camisa", e ir embora sem deixar espaço para esclarecimentos aos torcedores.

Brunoro parece um pouco mais aberto a conversas e esporadicamente dá algumas entrevistas, como fez na última quinta-feira, na chegada da delegação ao aeroporto de Cumbica após a derrota por 2 a 1 para o Sport, no Recife. Entretanto, o dirigente também prefere se omitir nos momentos mais tensos.

Ao falar da situação, culpou o lado psicológico como responsável pela má fase. "A situação é mais emocional mesmo. O time tem qualidade, mas precisa ter tranquilidade, começando pela comissão técnica. O Palmeiras precisa de mais tranquilidade. Tenho certeza de que daqui a pouco as coisas vão começar a melhorar."

Na sexta-feira, ele divulgou em sua conta no Twitter o lançamento de um curso que é intitulado como "o mais completo do futebol brasileiro". Entre outros assuntos, ele promete ensinamentos sobre gestão de equipes e formação de atletas. Na última quinta-feira, o técnico Ricardo Gareca deu entrevista para a rádio 1190 América, da Argentina, e adotou um discurso contraditório sobre seu futuro. "Meu futuro será jogo a jogo. Tenho o apoio de todos e acredito que ainda farei um bom trabalho", disse. Mas pouco depois, soltou. "O limite ainda não veio, mas se sábado perdemos, aparece o meu limite."

Neste sábado, o Palmeiras enfrenta o Coritiba, no Pacaembu.

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