Diretoria do Parma pede demissão

A família Tanzi não está mais no comando do Parma. O presidente Stefano demitiu-se do cargo, enquanto sua irmã Francesca e os primos Paolo e Alessandro abandonaram o Conselho de Administração. Dessa forma, está aberto caminho para negociação da dívida do clube - só em 2002-03 houve perdas de US$ 90 milhões - e também para a troca de comando. Os atuais proprietários têm 98,7% das ações.A saída dos Tanzi foi exigência de Enrico Bondi, interventor nomeado pelo governo da Itália para administrar a Parmalat, um dos maiores grupos empresariais do país e que foi à bancarrota por fraudes fiscais. O executivo afirmou que o Parma não é um dos ramos prioritários no novo organograma da instituição. Com isso, deixou clara a intenção de que mude de donos o mais rapidamente possível ou no máximo até o fim do ano.A presidência interina fica a cargo do advogado Umberto Tracanella, nomeado por Bondi. A primeira providência será a de liberar-se de alguns atletas para fazer caixa. O atacante brasileiro Adriano vai para a Inter de Milão, o japonês Nakata já foi emprestado ao Bologna e também podem sair o goleiro francês Sebastian Frey e o atacante italiano Gilardino."O Parma tem futuro", limitou-se a dizer Tracanella. A segunda fase se concentrará na procura de comprador. Apesar de alguns desmentidos, voltou-se a falar na possibilidade de a Barilla, também do ramo de alimentação, arrematar as ações.

Agencia Estado,

09 de janeiro de 2004 | 20h03

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