Diretoria do PSG já pensa em David Beckham depois de aposentadoria

De olho no bilionário mercado asiático, o dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi, quer que Beckham passe a divulgar a marca do time no continente

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2013 | 16h05

SÃO PAULO - Quando encerrar o seu contrato com o Paris Saint-Germain, em junho, David Beckham terá 38 anos e dificilmente continuará jogando. Entre os planos que a diretoria do clube francês tem para o jogador inglês a partir do segundo semestre é transformar o astro em embaixador do PSG na Ásia. De olho no bilionário mercado asiático, o dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi, quer que Beckham passe a divulgar a marca do time francês em países como China, Coreia do Sul e Japão. Beckham é tratado como ídolo na Ásia e sempre que visita o continente arrasta uma multidão de fãs que copiam as suas roupas e penteados.

De acordo com o jornal inglês Daily Mail, Beckham já vendeu 10 milhões de camisas ao longo da carreira, movimentando 800 milhões de euros (R$ 2 bilhões) só nesse segmento. E grande parte desses números foram obtidos na Ásia. Beckham já anunciou que vai doar o seu salário no PSG a uma instituição de caridade. Esses rendimentos, no entanto, não são a principal parte do seu orçamento. Isso porque ele recebe uma porcentagem de cada camisa vendida. No período em que jogou nos Estados Unidos, no Los Angeles Galaxy, por exemplo, recebia cerca de US$ 6,5 milhões (R$ 12,3 milhões) por ano graças à venda de camisa.

Outra fonte de renda são os anúncios publicitários. O inglês é garoto propaganda de marcas como Adidas, Armani e Samsung. Segundo a revista Forbes, esses acordos renderam a ele 36,3 millões de euros (R$ 90,7 milhões) nos últimos anos. O impacto da chegada de Beckham no PSG pode ser medido por estudo realizado pela empresa Synthesio e publicado no jornal francês L´Equipe, que mostrou que em duas semanas o seu nome gerou 297.055 menções na internet, sendo 86% no Twitter.

É por causa de números como esses que Nasser Al-Khelaifi também planeja que Beckham, após encerrar a carreira, seja o embaixador da Copa do Mundo de 2022 no seu país, o Catar. O acordo ainda não está definido por causa das recentes rusgas entre ingleses e catarianos. Os europeus acusam os árabes de terem "comprado" o Mundial subornando dirigentes da Fifa. A avaliação do estafe de Beckham é que se passar a apoiar o Catar a sua imagem poderia ficar seriamente comprometida na Inglaterra, provocando até a perda de patrocinadores. Ele ainda vai ter de estudar esse assunto.

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