Valeria Gonçalvez/Estadão
Valeria Gonçalvez/Estadão

Diretoria do Santos já negocia uso do estádio do Pacaembu com novo administrador

A intenção esbarra no desejo da comissão técnica e dos atletas, que preferem jogar no estádio da Vila Belmiro

Gonçalo Junior, Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2019 | 15h50

A assinatura do contrato de concessão do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para a iniciativa privada pode beneficiar o Santos. O Consórcio Patrimônio SP, que vai administrar o complexo pelos próximos 35 anos, é formado pela Progen - Projetos Gerenciamento e Engenharia S.A e o Savona Fundo de Investimento em Participações, empresas que já negociam a cessão para o clube da Baixada Santista. A afirmação é do presidente José Carlos Peres.

"Estamos fechando com a Progen, só falta discutir o modelo. A ideia da Progen e da Savona é que a bandeira seja do Santos. O Santos vai ceder a marca dele", disse o presidente santista, na manhã desta segunda-feira. José Carlos Peres participou do evento que marcou a assinatura oficial do contrato de concessão do Pacaembu para o consórcio. "Estamos negociando há 90 dias mais ou menos. Está bem encaminhada a conversa. Talvez tenhamos novidades em muito breve", completou Peres. 

Com foco na arrecadação e no aumento da bilheteria em seus jogos, a diretoria santista acalenta um sonho antigo de jogar mais vezes no Pacaembu. A intenção esbarra no desejo da comissão técnica e dos jogadores santistas, que preferem o estádio da Vila Belmiro, em Santos. O clube da Vila foi o que mais disputou partidas no Pacaembu nesta temporada. Foram 11 ao todo. 

Eduardo Barella, líder do consórcio, confirma que há interesse dos dois lados. A intenção da empresa é que o Pacaembu continue recebendo jogos de futebol. O número mínimo de partidas será de 15 por ano. Em 2019, já foram realizados 46 jogos, a maioria do futebol feminino. Com a demolição do tobogã, como está previsto no projeto de concessão, o estádio deverá ter a sua capacidade reduzida de 39 mil para 26 mil lugares.

O modelo que está sendo discutido entre Santos e o consórcio descarta o aluguel do estádio – o valor é de 23% da renda total arrecadada. A ideia é simples: quando o clube jogar no Pacaembu, ele vai pagar uma porcentagem da bilheteria para o consórcio. Em contrapartida, o clube poderá ter direito a uma parte da arrecadação com bebidas e alimentos. Pelo acordo, o Santos teria que jogar pelo menos 50% de suas partidas no estádio paulistano.

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