Dirigente argentino diz que foi brando demais com clubes

O presidente da Federação Argentina de Futebol, Julio Grondona, disse em entrevista publicada na quarta-feira que foi tolerante demais com a grave situação financeira dos clubes do país.

REUTERS

29 de julho de 2009 | 19h54

As declarações ao jornal La Nación foram feitas um dia depois de ele anunciar o possível adiamento da temporada 2009/10 por causa de dívidas dos clubes com seus jogadores.

"Fui demasiado bondoso", disse Grondona, que está há 30 anos à frente da entidade. "Dei dinheiro - ou melhor, a AFA - e lhes dei oportunidade de gastar mais".

"Até 1979, a AFA nunca havia dado dinheiro a ninguém. Quando cheguei à AFA, ajudou-se os clubes."

De acordo com ele, há "seis ou sete" clubes da primeira divisão em sérias dificuldades. "San Lorenzo, River Plate e Independiente estão perto de se ajeitar."

"Vai se resolver. Mas estou preocupado com o futuro. Não quero deixar dívidas, quero que haja recursos e clubes financeiramente saneados."

O futebol argentino sofre com crônicos problemas financeiros, e muitos clubes dependem da venda de jogadores para a Europa para sobreviverem.

O campeonato está marcado para começar em 14 de agosto.

(Reportagem de Luis Ampuero)

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