Dirigente da Ucrânia reitera chance de boicote à Copa da Rússia

O presidente da Federação Ucraniana de Futebol, Hrigory Surkis, reiterou nesta terça-feira a possibilidade de um boicote da sua seleção à Copa do Mundo da Rússia, devido aos conflitos políticos entre o seu país e a futura sede do Mundial de 2018.

Estadão Conteúdo

24 Março 2015 | 16h26

"É provavelmente a coisa mais simples a fazer, principalmente quando você vê que milhares de civis estão sendo afetados pela situação, onde muitas pessoas estão sendo mortas", declarou o dirigente ucraniano, durante o Congresso da Uefa, na cidade de Viena.

Surkis acredita, no entanto, que esta possibilidade poderá ser descartada caso as duas partes sigam as determinações do Protocolo de Minsk, acordo entre Ucrânia e Rússia para acabar com a guerra no leste ucraniano. "Se nós seguirmos e obedecermos o Protocolo de Minsk, não haverá necessidade de trazer novamente este assunto à tona", declarou.

O dirigente citou a possibilidade de boicote poucas horas depois de Joseph Blatter discursar contra ameaças políticas que pairam sobre as Copas do Mundo de 2018 e 2022. "O futebol deve estar unido, o esporte deve estar unido quando se trata de boicotes. Os boicotes nunca deram resultados", afirmou o presidente da Fifa, durante o Congresso da Uefa.

Blatter, que tenta buscar seu quinto mandato nas eleições da Fifa em maio, pediu união e solidariedade às federações. "A autonomia do esporte deve estar garantida", declarou o mandatário, acrescentando que o futebol não deve desviar o olhar de tensões políticas, mas deve tentar ajudar na busca de soluções. "Nós deveríamos fazer algo pela paz. Talvez possamos ajudar em certas situações de conflito".

Com seu discurso, Blatter tentou dar uma resposta a recentes declarações do presidente da Ucrânia. Petro Poroshenko foi o primeiro a levantar a possibilidade de boicote em 2018, caso as tensões na Ucrânia não sejam amenizadas nos próximos meses.

"Obviamente, este assunto é particularmente difícil para nós. A situação não está ameaçando apenas a Ucrânia, mas também ameaça a paz de todas as sociedades europeias. Nosso desejo é que a situação seja estabilizada o mais rápido possível", afirmara o presidente do país.

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