Dirigente destaca sofrimento para contratar Ganso

Terminada a novela que resultou na contratação de Paulo Henrique Ganso, a diretoria do São Paulo se manifestou sobre a negociação. Após pedir desculpas à imprensa pelo sumiço nos últimos dias, o diretor de futebol Adalberto Baptista comemorou o acerto e ressaltou o desejo do meia como fator fundamental para o final feliz.

FERNANDO FARO, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 13h09

"Nunca na minha vida tinha passado por algo parecido. Houve obstáculos que pensamos ser intransponíveis e nisso precisamos exaltar a vontade do Ganso, ela foi determinante para que não desistíssemos do negócio. É algo que cabe à torcida retribuir, ele merece casa cheia nesse domingo para recepcioná-lo", afirmou.

As muitas exigências do Santos, algumas de última hora, quase levaram ao fracasso da negociação, mas no final prevaleceu o bom senso entre as partes. Ainda assim, o dirigente do São Paulo reconheceu que o clima continua pesado e precisará de tempo para que as feridas sejam cicatrizadas. Mesmo sem dar detalhes, a relação ficou estremecida e o Santos causou muita irritação por sua postura. Nada que não possa ser consertado com o tempo.

"Prefiro não entrar em polêmicas, mas todos vocês acompanharam. As notas oficiais...vocês vão ver que não há coerência. Quando há uma negociação, você sempre tenta valorizar ao máximo o seu ativo, mas falávamos de um jogador e acho que poderiam ter dado um tratamento diferenciado. Temos que conviver bem, são grandes clubes, grandes marcas e espero que retomemos a boa convivência que tínhamos até essa negociação".

Apesar de contemporizar, o dirigente não perdeu a oportunidade de dar uma alfinetada no Santos e abriu as portas para contratar também Neymar, cujo contrato se encerra em 2014.

"Os três maiores jogadores do Brasil nos últimos anos são o Lucas, o Ganso e o Neymar. O Ganso nós contratamos, mas o Neymar ainda não dá porque tem contrato até o final da Copa. Quem sabe depois nós não o trazemos também".

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