Dirigente do Bahia não libera Jorginho e pede para que Palmeiras não insista

SÃO PAULO - Procurado pela diretoria do Palmeiras após a demissão do técnico Luiz Felipe Scolari, Jorginho deixou claro que só sairia do Bahia se houvesse liberação por parte da diretoria do clube. Em entrevista à rádio Estadão ESPN, Paulo Angione, gerente de futebol do clube baiano, explicou por que não permitiu a transferência do treinador para a Academia.

Denise Bonfim, O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2012 | 17h33

"Nós entendemos que essa situação já esteja superada. Conversamos com o profissional, ele nos disse que só sairia mediante liberação nossa. Na oportunidade, eu disse que era uma situação difícil,e que era quase que impossível, mas colocaria o presidente para conversar com ele", explicou Angione.

Segundo o dirigente, Marcelo Guimarães Filho, atual presidente do Bahia, conversou abertamente com Arnaldo Tirone na tentativa de convencê-lo a não insistir na sedução a Jorginho. Paulo Angione disse ainda que Jorginho preza pela postura ética ao deixar a decisão nas mãos da diretoria. "Jorginho sabe o quanto seria danoso para o Bahia sua saída nesse momento, então, por isso, ele colocou nas mãos da direção qualquer decisão."

Quando questionado sobre a vontade do técnico de deixar o Bahia, Angione ressaltou a postura de Jorginho. "Acredito que pelos laços de respeito à instituição Palmeiras, pela história dele, que é uma das mais bonitas, possa existir uma vontade de retornar a São Paulo, mas nosso lado moral e de dignidade faz com que a gente, às vezes, decline, o que talvez seja melhor para nós afetivamente."

Há ainda a possibilidade de que o Palmeiras aumente a proposta e insista com o técnico. embora seu presidente tenha garantido que não vai contratar técnico empregado. "Eu gostaria que a direção do Palmeiras, mesmo aflita como está, entendesse, e que fosse maior que sua aflição a compreensão. Na insistência, acaba-se colocando a dignidade de um profissional em jogo. Acho que o dinheiro não é mais importante para o Jorginho agora. Se fosse, ele não colocaria da forma que colocou", reforçou o gerente de futebol.

Além de Jorginho, o Palmeiras tentou a contratação do técnico Emerson Leão, sem sucesso. No comando do São Caetano há 15 dias, o ex-técnico do São Paulo também teve sua transferência barrada pelo presidente do clube, Nairo Ferreira de Souza.

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