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Dirigente do Cruzeiro nega 'compra' de juiz e afirma: 'Criei história'

Benecy Queiroz classifica caso como uma declaração 'infeliz'

Estadão Conteúdo

13 de janeiro de 2016 | 13h01

O supervisor de futebol do Cruzeiro, Benecy Queiroz, realizou nesta quarta-feira um pronunciamento sobre a entrevista em que disse já ter "comprado" um juiz para favorecer a sua equipe e garantiu que tudo não passou de uma história inventada por ele, um "causo", segundo as suas próprias palavras, envolvendo personagens que trabalharam no clube em períodos diferentes. O dirigente leu o comunicado e na sequência deixou a sala de imprensa da Toca da Raposa II sem permitir que jornalistas fizessem perguntas.

"Dentro do espírito descontraído de contar causos, criei uma história, com dois personagens que trabalharam em épocas distintas no Cruzeiro. Na verdade, isso nunca existiu, foi criado pela minha imaginação. Disse que o adversário tinha chutado bola do meio de campo para o nosso gol, que entrei em campo para cobrar o juiz e também que perdemos a partida", afirmou o dirigente, tentando tirar o peso da sua polêmica declaração.

Em entrevista veiculada pela Rede Minas, Benecy declarou que ofereceu dinheiro a um árbitro para que favorecesse o Cruzeiro em uma partida não revelada, apenas explicando que o time era dirigido pelo técnico já falecido Enio Andrade e tinha Vitor como seu goleiro. Eles, porém, trabalharam em períodos diferentes no Cruzeiro.

Ainda de acordo com a história de Benecy, o árbitro não teria favorecido o Cruzeiro na partida. A declaração, evidentemente, provocou enorme repercussão, com a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva inclusive informando que irá analisar as declarações do supervisor do Cruzeiro, que corre o risco até de ser banido pelo futebol.

Diante disso, Benecy, um dos funcionários mais antigos do Cruzeiro, pediu desculpas ao clube, seus dirigentes e torcedores pelo que classificou como uma declaração "infeliz". Além disso, assegurou que nunca soube de qualquer caso em que o clube mineiro tenha buscado benefícios de modo ilegal.

"Estou no clube há mais de 45 anos e sei da seriedade da instituição. Em todo este período eu jamais presenciei ou ouvi que o Cruzeiro tenha feito ou cogitado fazer parte de qualquer esquema", afirmou Benecy. "Queria neste momento pedir desculpas para vocês da imprensa, para nossa fanática torcida , também ao presidente do Cruzeiro e aos conselheiros do clube pelo transtorno que provoquei com esta declaração", acrescentou.

Benecy também revelou que, após o incidente, decidiu "desacelerar" em seu trabalho por recomendação médica, sem deixar claro, porém, se deixará o cargo de supervisor de futebol do Cruzeiro. "Aconselhado pelo meu médico, tenho que desacelerar um pouco no trabalho para poder resolver questões de saúde. Estou com a pressão alta, acima do normal e vivi um dos momentos mais difíceis da minha carreira nestes últimos dias", concluiu o dirigente, tentando encerrar a polêmica provocada por sua própria revelação de que o Cruzeiro teria "comprado" um árbitro, agora classificada como uma mera invenção.

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