Dirigente do Inter cobra isenção fiscal do governo Lula

O vice-presidente de Patrimônio do Internacional, Emídio Marquês Ferreira, cobrou nesta quinta-feira do governo federal a "prometida" isenção total de impostos na compra de material para a reforma ou construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil.

AE, Agencia Estado

20 de agosto de 2009 | 20h27

Ele afirmou que o clube vai gastar R$ 130 milhões a R$ 150 milhões na reforma do Estádio Beira-Rio, que pertence ao clube e vai receber jogos do Mundial, e precisa de incentivo.

O dirigente ameaçou: "Se não houver isenção de impostos, o Inter não vai se preocupar com a Copa", disse, após participar de reunião com uma comitiva da Fifa, nesta quinta, no Rio de Janeiro. "Estamos preocupados. Há três meses fomos escolhidos sede do Mundial e não estamos vendo movimentação do governo [em relação à isenção]".

Ferreira não parou por aí. "Dizem que o Inter ganha mídia com a Copa. Mas mídia não garante leite. O que o Inter vai ganhar com o Mundial? Faríamos obras no Beira-Rio com ou sem a Fifa", ressaltou. "Se não tiver seriedade do governo federal, não tem Copa", completou. "Não queremos dinheiro público e sim isenção de impostos. O Atlético Paranaense e o São Paulo também querem".

O dirigente disse que o governo federal "roeu a corda". "Prometeu isenção de impostos no PAC da Copa e voltou atrás", criticou. "O Brasil ganha com a Copa, os clubes não".

São Paulo e Rio de Janeiro encerram nesta sexta o seminário das cidades-sede com a comitiva da Fifa sobre a adaptação dos projetos para o Mundial.

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