Dirigente do Penapolense exalta a divisão de responsabilidades no clube

À frente da equipe há seis anos, Nilso Moreira é um dos responsáveis pela rápida ascensão do time

Diego Salgado, O Estado de S. Paulo

29 de março de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Um apaixonado pelo futebol e, sobretudo, pelo Penapolense. É dessa forma que Nilso Moreira, presidente do clube de Penápolis, define a si mesmo. À frente da equipe há seis anos, ele é um dos responsáveis pela rápida ascensão do time no futebol paulista.

Em 2007, a equipe fundada em 1944 subiu para a Série A3 do Paulistão, onde ficou por quatro anos. Em 2012, conseguiu chegar à elite do campeonato logo no seu primeiro ano na segunda divisão do estadual de São Paulo. Neste ano, repetiu a boa campanha de 2013, quando chegou às quartas de final. Agora, a um passo da grande final, o Penapolense tenta passar pelo Santos, o melhor time do Campeonato Paulista, time que venceu por 4 a 1 na primeira fase.

ESTADO: Qual é o segredo para o Penapolense estar entre os quatro melhores do Estado?

Nilso: É uma soma de fatores que desenvolvemos há tempos, desde que cheguei ao clube, em 2008. A união é muito grande entre todos. E decidimos tudo em grupo. Por exemplo, nós discutimos a logística das viagens com toda a comissão técnica do time. Isso vai até a formação da equipe. Existe também um bom relacionamento entre todos aqui. As finanças estão em dia e isso é muito salutar para o clube. Além disso, a população da cidade abraçou o time. E nós contamos também com a sorte para chegar até a semifinal.

ESTADO: A folha salarial é muito baixa, comparada às dos times grandes. Como administrar isso e manter o grupo motivado?

Nilso: Sou muito leal aos jogadores. O clube joga limpo com eles. Sempre faço o que dá e, quando não é possível, aviso. Os jogadores são como irmãos e filhos para mim. A folha salarial é de R$ 400 mil, mas os prêmios desde o começo do campeonato já chegaram a R$ 500 mil. A cada vitória na primeira fase, pagávamos uma quantia para o grupo inteiro, em torno de R$ 25 mil. Somando o valor pela vaga na semifinal, chega a R$ 500 mil. Isso também serviu como motivação para o grupo. Muita gente achava que nós iríamos lutar contra o rebaixamento. O resultado está aí. Estamos na semifinal do campeonato.

ESTADO: E qual foi o prêmio para a passagem à semifinal? Já está decidido o valor para a classificação para a final?

Nilso: O time recebeu R$ 240 mil por eliminar o São Paulo. A Federação Paulista de Futebol nos repassou R$ 150 mil, que é o prêmio por estar entre os quatro primeiros. O clube arcou com o restante, R$ 90 mil.

ESTADO: Esse valor é divido entre todos os jogadores, além da comissão técnica?

Nilso: Sim, é dividido de modo exatamente igual. Entre todos: os 32 jogadores do elenco, a comissão técnica e os funcionários do clube. Da recepcionista à cozinheira. Todos são iguais aqui e recebem o mesmo prêmio. Em relação à final, ainda não há a definição do valor.

ESTADO: Qual é o planejamento para o restante do ano?

Nilso: Vamos manter a base da equipe e tentar trazer alguns reforços para a disputa da Série D. No ano passado, não conseguimos a classificação. Vamos tentar chegar a esse objetivo.

ESTADO: Você está há seis anos à frente do clube. Quais são os planos para o futuro?

Nilso: Sou um apaixonado pelo futebol e pelo Penapolense. Todos aqui são. Isso faz a diferença. Eu quero sempre estar ligado ao clube, seja da forma que for, como diretor ou gerente.

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