Dirigente do Santos comanda sessão de rezas

Nem mesmo a confirmação da ausência de Elano foi um golpe no estado de bom-humor e confiança que foi a marca do ambiente santista desde a volta de Buenos Aires, na quinta-feira passada. Foram dias de sorrisos, declarações confiantes, tranquilidade e um pouco da superstição e misticismo trazidos pelo presidente Marcelo Teixeira. Depois de ter aparecido no CT Rei Pelé no início da noite desta terça-feira para comandar uma sessão de rezas com os jogadores, o presidente mostrou mais uma vez o quanto acredita em detalhes extra-campo para vencer. Marcelo tem o 7 como número de sorte e aproveitou a véspera da decisão para mudar o número do portão que dá acesso ao elevador na Vila Belmiro. Agora, ele é o número 77. Os jogadores não dão muita bola para o misticismo do chefe e acreditam que o jogo será decidido apenas entre as quatro linhas. "É lógico que ajuda pedir proteção a Deus, mas o que faz o time vencer é o futebol jogado dentro de campo", disse o zagueiro Alex, evangélico. De resto, nem parecia que o Santos vivia a véspera de uma decisão. Tática de Leão, que quer tirar completamente o peso da responsabilidade dos jogadores. "Em todos os confrontos das finais do Brasileiro, nós entramos em desvantagem. E ganhamos assim. Temos que fazer o mesmo aqui", disse. Os treinos durante os últimos dias foram de total descontração. Robinho e Diego pareciam mais interessados em gozar a cara do outro a cada momento. No final do treino de hoje, quando alguns jogadores treinaram cobranças de pênaltis com Fábio Costa no gol, Robinho não deixou o meia em paz. Diego cobrou e errou dois pênaltis. E a cada fracasso, Robinho pulava nas costas de Fábio Costa para comemorar e gritava, reclamando. "Olha só o que esse cara está fazendo!!". Foi do goleiro o único momento de tensão nos dias antes da final. No treino desta terça, também durante as cobranças de pênaltis, um torcedor pendurado no muro do CT Rei Pelé, reclamou com a série de chutes errados. E disse que o Santos não venceria nunca o Boca daquele jeito. Primeiro, Fábio xingou o torcedor, que continuou provocando. Depois, pediu para a segurança retirá-lo do local.

Agencia Estado,

01 de julho de 2003 | 19h55

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