Dirigente líbio desiste de ir à CBF

O filho do ditador líbio Muammar Kadafi, Al-Saadi Manamma Kadafi, não compareceu ao encontro com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, previsto para esta segunda-feira, na sede da entidade no Centro, mas firmou um convênio de cooperação entre os dois países. Representantes do filho de Kadafi, que é presidente da Federação de Futebol Libiana, acertaram, inclusive, a realização de um amistoso com a seleção, ainda sem data e local.O membro do Comitê Executivo da Federação de Futebol da Líbia, Maraja Elamme, exaltou a parceria com o Brasil, lembrando que o "acordo esportivo não ficará somente relacionado ao campo". De início, técnicos brasileiros irão para a Líbia, onde começarão um trabalho. Depois será a vez dos atletas.Para não comparecer ao encontro, Al-Saadi Kadafi alegou um "mal-estar" e mandou presentes como flâmulas e camisas para Teixeira, que retribuiu com lembranças da seleção. No Brasil, onde acompanha seu time, o Al-Ittihad, o dirigente tem aproveitado ao máximo a sua estada, apesar de não descuidar da segurança.Por exemplo, no domingo, acompanhou o Al-Ittihad ao Maracanã para assistir à decisão do Campeonato Carioca entre Vasco e Fluminense. Antes, teve fôlego para ir a uma churrascaria. Depois das peripécias, voltou para sua suíte presidencial em um dos mais luxuosos hotéis do Rio, em Ipanema, zona sul.Al-Saadi Kadafi veio ao Brasil com Al-Ittihad que na semana passada excursionou por São Paulo. Até sexta-feira, a equipe permanecerá no Rio e ficará treinando no Forte São João, na Urca, zona sul.Os negócios de Al-Saadi Kadafi, de 29 anos, não se limitam somente ao Al-Ittihad. A Líbia Lafico (Libyan Arab Foreign Investiment Company), empresa do filho do ditador libiano já adquiriu 7,50% das ações da Juventus, da Itália. No ano passado, ele adquiriu o Triestina, equipe da segunda divisão do mesmo país. Por US$ 600 mil anuais fechou uma parceria com a Lazio, da Itália, para intercâmbio de atletas juvenis.

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