Dirigente não explica doação na CPI

A CPI da CBF/Nike segue ouvindo o presidente da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário de Oliveira, que não soube explicar aos deputados as razões que levaram aquela federação a destinar R$ 15 mil, no dia 3 de agosto do ano passado, para a campanha eleitoral em que Oliveira encabeçava uma coligação, que concorreu à prefeitura da cidade de Rio Negro (RS). "Muitas vezes eu deixava cheques assinados em branco. Pode ter sido isso", alegou o dirigente, que acabou sendo eleito prefeito da cidade, na coligação PDT-PSDB-PST. Para o sub-relator de Federações, na CPI, deputado Doutor Rosinha (PT- PR), a história de Francisco Cezário de Oliveira "é idêntica a outras federações". Segundo o parlamentar, a Federação de Futebol do Rio Grande do Norte destinou, no período da campanha eleitoral de 2000, R$ 100 mil para o Diretório do PFL. "Quando fomos fazer o cruzamento de informações financeiras constatamos que na contabilidade da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) o dinheiro foi transferido para a federação." Segundo apurou a CPI, o repasse mensal da CBF para as federações sofreu "ligeira elevação", nos meses próximos das eleições de outubro do ano passado. No caso da federação sul-matogrossense, o seu faturamento anual, no ano passado, foi de R$ 242 mil enquanto que a lei eleitoral permite doações de campanha até 2% dos rendimentos. Mas Doutor Rosinha disse que a CPI não pode se apegar apenas nesse percentual. "Há uma outra preocupação, que no nosso entender viola a legislação que é a condição de entidade sem fins lucrativos doar recursos para campanhas eleitorais", justifica.

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