Dirigente nega pedido de cancelamento de eleição na CBF

Dirigente nega pedido de cancelamento de eleição na CBF

Presidente da Federação do Piauí assinou documento

Marcio Dolzan e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 16h05

Apesar de sua assinatura constar em um documento conjunto com mais oito dirigentes do Nordeste no qual pede o cancelamento da eleição para vice da CBF marcada para a próxima semana, o presidente da Federação do Piauí de Futebol, Cesarino Oliveira, afirma ser favorável à realização do pleito. Segundo o cartola, o combinado na reunião entre os dirigentes nordestinos era apenas pedir esclarecimentos à CBF sobre a situação de José Maria Marin, em prisão domiciliar nos Estado Unidos.

“Não tem nada disso de pedir cancelamento. O que foi conversado era pra saber se havia, de fato, o cargo do Marin vago”, disse Oliveira ao Estado.

A carta entregue à diretoria da CBF foi revelada nesta quarta-feira pelo site Globoesporte.com. No documento, estão as assinaturas de Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF para a região Nordeste, Ednaldo Rodrigues (presidente da Federação da Bahia), Evandro Carvalho (Pernambuco), Felipe Feijó (Alagoas), Amadeu Rodrigues (Paraíba), José Vanildo da Silva (Rio Grande do Norte), José Carvalho de Souza (Sergipe), Antônio Gonçalves (Maranhão), além de Cesarino Oliveira (Piauí).

Em seu último parágrafo, o texto diz: "Assim, sem maiores delongas, em se verificando a ausência de ato formal que consolide a vacância do cargo de vice-presidente da Região Sudeste requer-se o cancelamento da Assembleia Geral agendada para o próximo dia 16/12/2015, devendo nova assembleia somente ser convocada após o cumprimento do estabelecido no Estatuto da CBF, visando sempre a legalidade e transparência desta Confederação".

Ainda segundo o documento: "Marin está afastado por decisão da Fifa, por suposta prática de corrupção, porém, ainda em fase investigativa, sem qualquer condenação criminal transitada em julgado, de forma que seu afastamento, em princípio, é temporário, especialmente se considerado o Princípio Constitucional de Presunção de Não Culpabilidade."

Ao Estado, porém, o presidente da Federação do Piauí defendeu a eleição para vice-presidente. “Nós nos encontramos ontem (terça-feira) e tivemos uma reunião do pessoal do Nordeste, mas estamos dando total apoio ao presidente Marcus Vicente e à candidatura do nosso amigo coronel Nunes”, disse Cesarino de Oliveira.

A vaga de Marin está vazia desde 27 de maio, quando Marin foi detido na Suíça acusado de receber propina e suborno nas negociações de contratos da CBF. O presidente Marco Polo Del Nero pediu licença do cargo após ser acusado pelo FBI de corrupção. Hoje o presidente interino da CBF é o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES). O parlamentar só assumiu o cargo porque Del Nero pediu licença e, assim, pôde indicar o vice que o substituiria. Em caso de renúncia, o estatuto da entidade determina que o vice mais velho assuma a presidência.

A diretoria da CBF, então, lançou a candidatura do coronel Antônio Nunes, presidente da Federação Paraense de Futebol. O dirigente tem 77 anos e passaria a ser o vice mais velho da entidade, evitando que Delfim de Pádua, que tem 74, assuma o poder. Delfim é presidente da Federação Catarinense e opositor de Del Nero. O colégio eleitoral da CBF é formado pelos presidentes das 27 federações e dos 40 clubes das Séries A e B do Brasileiro.

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