Dirigente palmeirense promete 'ficar de olho' na arbitragem

'Faltam oito rodadas e não vamos deixar passar nada', avisa o gerente de Futebol do clube, Toninho Cecílio

Juliano Costa, Jornal da Tarde

10 de outubro de 2007 | 20h32

Nesta quinta-feira faz seis meses que o Palmeiras não sente o gostinho de ter um pênalti a seu favor. O último (convertido por Osmar) foi na vitória por 3 a 0 sobre o São Bento, ainda pelo Campeonato Paulista. Sentindo-se perseguido pelas arbitragens, a diretoria palmeirense já adiantou que "ficará de olho" no trabalho de Salvio Spínola Fagundes Filho, escalado para apitar o clássico de sábado, com o Santos. "Faltam oito rodadas e não vamos deixar passar nada. O campeonato é também decidido nos detalhes, e temos que ter o máximo de atenção neste momento", diz o gerente de Futebol do clube, Toninho Cecílio. Salvio apitou dois jogos do time no Brasileiro: empate em 0 a 0 com o São Paulo, no primeiro turno, no Morumbi; e o 2 a 2 com o próprio Santos, no Palestra, também na metade inicial do torneio. Além dos pênaltis que "sumiram", os palmeirenses cobram mais atitude dos árbitros em relação aos marcadores de Valdivia. Contra o Grêmio, sábado, o meia foi alvo de várias faltas seguidas. Ele chegou a levar um soco do volante Gavillán, que será julgado pelo STJD. "Estamos de olho no rodízio de porradas que ele (Valdivia) anda tomando. Contra o Grêmio, não foi a primeira vez que isso aconteceu. Contra o São Paulo, ele já tinha sido caçado em campo e ficou quatro rodadas fora (por lesão)", disse Toninho. O atacante Rodrigão emendou: "Falam que o futebol-arte sumiu. Aí, quando o Valdivia tenta resgatá-lo, batem nele com a justificativa de que ele é manhoso." Já o técnico Caio Júnior evitou críticas às arbitragens. Justificou que os "árbitros têm sido muito pressionados". O curioso é que, desta vez, a pressão partiu de um dirigente de sua própria equipe.

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