Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Dirigente santista vê contenção de despesas como ‘mal necessário’

Analista de operações e conselheiro, Leonardo Augusto Francisco diz que é preciso controlar o lado torcedor

Eugenio Goussinsky, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2022 | 05h00

A renovação das ideias no futebol não tem passado apenas pela legislação que, em 2021, passou a regulamentar a formação de SAF. Os próprios conselhos deliberativos têm aberto espaço para integrantes que defendem o equilíbrio financeiro, preocupados com a sobrevivência do clube.

No Santos, o analista de operações Leonardo Augusto Francisco, de 31 anos, faz parte do atual conselho e se tornou membro da ouvidoria. No papel de conselheiro, Leo, como é conhecido, dá mostras de que precisa controlar o lado torcedor.

“Tem de manter o equilíbrio e isso é possível com uma gestão profissional. Cada vez que se contrata um jogador tem que minimizar os riscos, tem de contratar alguém aprovado pelo departamento de futebol, que esteja dentro do salário, porque não adianta nada você prometer bônus, dizer que vai ter um parceiro e acabar ficando com a dívida sozinho”, observa.

Leo não está vendo no conselho santista um símbolo do atraso. Pelo contrário. “No futebol brasileiro, a austeridade tem de ser a base de tudo neste momento. Nessa gestão que entrou, a maioria dos conselheiros está alinhada com a diretoria em sanar a dívida, acredita que se o clube não passasse por essa reforma drástica, certamente iria ter um final triste, então é um mal necessário no futebol.”

Mais experiente como conselheiro, Fernando Casal de Rey, diretor de futebol na época do bicampeonato mundial do São Paulo (1992-93) e presidente entre 1994 e 1998, também defende que a simplicidade e o pragmatismo são basilares em qualquer instituição.

Ainda mais quando o São Paulo acumula uma dívida de R$ 607 milhões, em um momento no qual a instituição tem encontrado dificuldades para aumentar as receitas. Para ele, é preciso encontrar soluções que não passem pela necessidade de empréstimos bancários.

“O equilíbrio fiscal é fundamental, pois no momento que você fica refém de crédito a qualquer custo não administra mais como quer, mas sim como pode”, diz Casal de Rey.

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