Dirigente vê 'precedente perigoso' na pena de Kléber

'Eles são loucos para que a gente discorde e sofra algum tipo de punição', reclama Marco Aurélio Cunha

Agência Estado

24 de março de 2008 | 20h07

Repercutiu mal no São Paulo a pena dada ao atacante Kléber, do Palmeiras, que levou três jogos de suspensão pela cotovelada no zagueiro André Dias no clássico do último dia 16. O superintendente de futebol são-paulino, Marco Aurélio Cunha, ficou surpreso com a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), mas evitou contestar a sentença.  Veja também: Kléber pega 3 jogos de suspensão por agressão a André Dias São Paulo aposta numa rodada favorável para entrar no G4 São Paulo avisa: vai jogar preocupado apenas em ganhar "Eles são loucos para que a gente discorde e sofra algum tipo de punição", disse Marco Aurélio Cunha, ao justificar o comedimento para comentar o caso. "Mas acredito que o Tribunal abriu um precedente perigoso, porque de agora em diante, toda cotovelada como aquela vai dar apenas três partidas de suspensão." Na semana passada, depois do clássico contra o Palmeiras, o dirigente são-paulino foi menos comedido e definiu a cotovelada de Kléber em André Dias como "uma agressão, extremamente brutal", e passível de punição exemplar. "Foi um lance parecido com o do Lenilson [ex-jogador do São Paulo], que pegou 120 dias por agredir o André Oliveira, do Santos", comparou Marco Aurélio Cunha, dias atrás. Mas, nesta segunda-feira, Marco Aurélio Cunha preferiu medir as palavras, depois de ter sido chamado pelo TJD para explicar as críticas à arbitragem nos jogos do São Paulo no Paulistão - deve ser ouvido na tarde desta terça.

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