Dirigentes avisam seus treinadores da troca de Pato e Jadson

Mano Menezes, do Corinthians, já sabe que não terá mais o atacante no time, assim como Muricy pensa o São Paulo sem o meia

O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2014 | 11h53

SÃO PAULO - A assinatura para a transferência de Alexandre Pato para o São Paulo já está no papel. Embora o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, disse que nenhum de seus jogadores pediria para sair do time após a invasão da torcida ao CT, ele foi o primeiro a liberar o atacante Alexandre Pato para o rival do Morumbi. Todo mundo sabe que São Paulo e Corinthians, desde os tempos de Andrés Sanchez, nunca falaram a mesma língua e sempre se confrontaram quando havia brecha para isso. Agora foi diferente. Gobbi liberou Pato e aceitou receber Jadson, meia tricolor fora dos planos de Muricy Ramalho. O desfecho será anunciado nesta quinta. 

Embora os dirigentes se recusavam a dar a notícia da transação como certa na noite desta quarta, seus respectivos treinadores já sabiam da negociação. Mano Menezes disse isso após a quarta derrota do Corinthians no Paulistão, para o Bragantino por 2 a 0. "Quando você paga um valor alto por um jogador (Pato custou R$ 40 milhões), todos criam a expectativa de retorno em campo. E isso não aconteceu com Pato. Ele não correspondeu dentro de campo", ponderou Mano, que também tentou tirar das costas a responsabilidade de ter de fazer Pato jogar em sua nova passagem pelo clube.

O negócio é muito mais que uma troca pura e simples, como tantas outras no futebol brasileiro. O São Paulo ficará com Pato, um atacante de 24 anos, sem custos, a não ser pagar o seu salário mensal do jogador. Mas nem isso fará sozinho. O clube do Morumbi terá a ajuda do Corinthians em 50%. Pato ganha R$ 700 mil por mês, valor que será divido entre as duas diretorias, de modo que o São Paulo ganha um jogador por um salário compatível com sua folha de pagamento, e na esperança de recuperar o atleta, e o Corinthians se libra de R$ 350 mil mensais pagos a um atacante que não está dando frutos há tempos.

JADSON

A situação de Jadson é um pouco diferente. O meia voltou da Ucrânia jogando muito bem, fez boas partidas no São Paulo, mas não se encontrou mais desde que Ganso foi contratado e desde um período curto na seleção brasileira. Estava sem espaço com Muricy Ramalho. Seu futebol encaixa também com a necessidade de Mano Menezes nesse momento. O Corinthians perdeu Douglas para o Vasco e tem Danilo em fase ruim.

Com o negócio fechado, os dois jogadores serão apresentados em seus novos clubes, talvez ainda nesta semana, e ficarão, agora sim, nas mãos de seus novos treinadores. Pato terá de mostrar que quer ser o jogador que um dia foi. Terá a sombra de Luis Fabiano, Osvado, Admílson e Pabón. Mais que isso: terá de convencer Muricy que trabalha.

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