Dirigentes de Palmeiras e Bragantino batem boca no Pacaembu

Divisão da renda da partida, que deu R$ 861 mil, é o motivo da discussão

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2014 | 23h45

SÃO PAULO - O presidente do Bragantino, Marquinhos Chedid, e o diretor-executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, discutiram no vestiário do Pacaembu após a vitória do time alviverde por 2 a 0. O motivo da discórdia foi a partilha da renda do jogo, que foi de R$ 861 mil. "O Palmeiras pode dar qualquer benefício para o seu torcedor, mas a gente não pode ser prejudicado com isso. Como vou aceitar uma divisão de renda onde o sócio-torcedor do Palmeiras pagou só R$ 15 pelo ingresso? Eu não vou assinar o borderô (documento que indica quanto foi arrecadado na partida). Vamos discutir no tribunal", disparou o dirigente do Bragantino, aos berros no vestiário.

Em reunião realizada nesta segunda-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol, o valor do ingresso já havia causado polêmica entre os clubes finalistas. O Palmeiras queria que o preço mais barato fosse de R$ 30, enquanto que o Bragantino pedia R$ 60 pelo bilhete, já que a renda seria dividida de forma igual. No fim, Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, decidiu que o valor seria de R$ 40 - nem para um nem para outro. A questão é que o Palmeiras continuou cobrando apenas R$ 30.

Ao saber das acusações, Brunoro resolveu se manifestar. "A gente não vai mais falar com ele. Já conversamos sobre isso na Federação. Ele quer tirar o foco da vitória. É choro de perdedor", ironizou o palmeirense, que após uma sequência de perguntas dos jornalistas acabou também se irritando. "Não vou mais falar sobre isso. Ele está conseguindo tirar o foco da nossa vitória e não vou aceitar isso".

A confusão teve início quando Marquinhos Chedid resolveu tirar satisfações com Brunoro sobre a polêmica. "Estuda o borderô! O que você falou que é choro de perdedor, vamos resolver no tribunal", esbravejou Chedid. Brunoro, então, foi retirado do local pelos seguranças do próprio Palmeiras. Chedid continuou. "Não tem nada de choro de perdedor, não. Perdemos e o jogo acabou. O que não aceito é esse borderô".

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