Dirigentes equatorianos surpresos com veto brasileiro à altitude

'Está comprovado que não existe possibilidade de riscos na prática do futebol na altitude', diz dirigente

Efe

26 de fevereiro de 2008 | 15h41

Dirigentes de clubes equatorianos se mostraram surpresos com o pedido das equipes brasileiras que disputam atualmente a Copa Libertadores para não disputar jogos em cidades situadas 2.750 metros acima do nível do mar."Está comprovado que ninguém morreu ou sofreu nada por jogar futebol em cidades que ultrapassam os 2.750 metros de altitude, o que não justifica o temor dos diretores das cinco equipes brasileiras", disse nesta terça-feira à agência Efe Eduardo Granizo, presidente do Olmedo, eliminado na primeira fase da Libertadores.Granizo destacou a boa atuação do Fluminense no empate em 0 a 0 com a Liga Deportiva Universitaria de Quito, na capital equatoriana - 2.850 metros acima do nível do mar."Houve instantes, e até no último lance do partida, que os jogadores do Fluminense renderam bem fisicamente, por isso não entendo o temor dos dirigentes dos cinco clubes brasileiros", completou Granizo.Fernando Herrera, presidente do Deportivo Quito, afirmou que "cientificamente está comprovado que não existe nenhuma possibilidade de riscos na prática do futebol na altitude". O diretor lembrou que existem provas mais que suficientes que uma equipe bem preparada sempre vence, não importa o lugar."Por um acaso as equipes brasileiras e sua seleção esqueceram das vitórias em cidades com altitude? Então porque se preocupam agora?", questionou.No entanto, Patrício Torres, gerente da LDU, minimizou a importância do assunto por considerá-lo extra-oficial: Enquanto não passar de comentários, não haverá o que dizer", afirmou.

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