Robson Fernandjes/Estadão
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Dirigentes fogem de explicações sobre proposta feita pela CBF à Portuguesa

Marin sai de helicóptero enquanto Del Nero diz não conhecer contrato firmado entre as partes

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2014 | 17h20

SÃO PAULO - Um dia após a divulgação de que Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF, mandou e-mail à Portuguesa com um contrato em que o clube receberia um adiantamento de R$ 4 milhões, referente às cotas de televisão do Brasileiro de 2014, somente se abrisse mão de buscar a Justiça Comum para permanecer na Série A, os dirigentes envolvidos no caso preferiram o silêncio ou respostas evasivas.

José Maria Marin, presidente da CBF, e Ilídio Lico, presidente da Portuguesa, estiveram na tarde desta segunda-feira na sede da Federação Paulista de Futebol para acompanhar a reeleição de Marco Polo Del Nero, mas não se encontraram. No momento em que Lico chegou à sede da entidade, Marin deixou o prédio de helicóptero sem falar com a imprensa.

O presidente da Lusa disse ter se encontrado com Del Nero, mas garantiu não ter discutido a proposta feita pela CBF com o dirigente - além de presidente da FPF, Del Nero é vice da CBF. “Hoje é dia de festa, de eleição, mas o Marco Polo disse que não sabia de nada e eu acredito nele”, justificou Lico.

O presidente da Portuguesa, que pela manhã havia dito que ficara "revoltado com a proposta feita pela CBF", adotou tom mais ameno após o encontro com Del Nero. "É preciso ter calma. O nosso departamento jurídico vai analisar melhor essa questão", disse.

Del Nero, que a princípio disse que não se manisfestaria sobre a proposta feita pela CBF, resolveu falar sobre o assunto após a insistência da imprensa. Mas foi lacônico. "Não li o contrato, não fiz uma avaliação, mas quando o fizer, não vou falar para ninguém, a não ser que a Portuguesa me pergunte", disse.

O presidente da FPF limitou-se a afirmar que não via problema algum em a CBF pedir que a Portuguesa não busque a Justiça Comum em troca que antecipação de receitas. "A Portuguesa não é obrigada a aceitar. Qual é o problema? É só uma minuta de contrato. Eles podem acertar ou não", disse.

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