Dirigentes mantêm apoio a Teixeira

Apesar das muitas pressões, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, só deixará o cargo da entidade se desejar. É o que garante a maioria dos 27 presidentes das Federações de Futebol do Brasil, que nesta quarta-feira se reúnem na assembléia-geral da entidade, para aprovar as contas do ano de 2001 e discutir a permanência de Teixeira.Pela primeira vez, o encontro deixa de ser realizado na sede da CBF, no centro do Rio, para acontecer na Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana, concentração oficial da seleção brasileira. A tendência é a de que seja redigido um documento de apoio a Teixeira.O presidente da Federação de Futebol de Pernambuco, Carlos Alberto Oliveira, foi o único a expressar sua posição contrária à continuação de Teixeira no cargo. ?Não vou aprovar as contas. Como posso aprovar algo que passou por duas CPIs?, indagou. ?Posso até aprovar mas, em troca, ele terá de renunciar.?Para um dos principais aliados de Teixeira, o presidente da Federação de Futebol do Paraná, Onaireves Moura, é preciso que haja uma mudança nos estatutos da CBF e não em seu mandante. O dirigente argumentou que espera uma posição de Teixeira e uma explicação de como ele pretende terminar seu mandato, com duração até 2003.Segundo o ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, Teixeira assumiu um compromisso verbal de que sairia da entidade até março. Na segunda-feira, o dirigente reassumiu a presidência da CBF, depois de ficar cerca de cinco meses de licença médica, por causa de problemas cardíacos.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2002 | 19h40

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